Blog do Victão

Um Boca não tão forte, La Bombonera vazia e o 0 a 0. Atlético se contentou com pouco e não jogou

La Bombonera não recebeu público para Boca x Atlético (Pedro Souza/Atlético)

Em campo estava a camisa azul e ouro, que carrega o brasão que indica a conquista de seis Copas Libertadores. Certamente o time mais temido entre os brasileiros quando o assunto é mata-mata em competição da Conmebol. Mas o Boca Juniors que enfrentou o Atlético nesta terça-feira, na Argentina, está longe daquele Boca que chegou a cinco finais em oito edições da Libertadores, entre 2000 e 2007, e conquistou quatro delas.

Um Boca que aterroriza os brasileiros até hoje, muito por tudo o que fez a geração de Riquelme e cia. Mas o time atual está muito abaixo daquele time que chegou a bater de frente com o Real Madrid. Nem mesmo o estádio intimida como antes. Em época de pandemia causada pelo novo coronavírus, a temida La Bombonera estava vazia. O mítico estádio do Boca assusta mais do que a altitude de La Paz. Mas não foi assim nesta terça, no duelo de ida das oitavas de final da Libertadores.

Para completar, o Boca entrou em campo para o primeiro jogo da temporada. O calendário argentino segue o padrão dos grandes centros do futebol europeu. A equipe argentina não disputava uma partida oficial há quase dois meses. E ainda estava desfalcada. Mas nem isso foi suficiente para o Atlético buscar algo melhor do que o empate em 0 a 0. Com certeza o empate fora de casa não foi ruim, mas poderia ser bem melhor.

Diante de um Boca que está longe de seus melhores dias, faltou coragem ao Atlético. Faltou saber que é ele quem tem os bons jogadores atualmente. Por mais que o jogo coletivo não seja dos melhores e isso ficou evidente mais uma vez, basta ver a dificuldade para tirar a bola da defesa sem ser no chutão, o Galo tinha time e opções no banco para buscar a vitória fora de casa.

E quase foi pior

Na Copa Libertadores o gol marcado fora de casa segue como critério de desempate. Por isso, o Galo precisa vencer para seguir na competição, enquanto o Boca pode até empatar, desde que seja com gols. E a situação para o confronto da volta, marcado para a próxima terça-feira, no Mineirão, poderia ser ainda pior. A equipe argentina fez 1 a 0 no fim do primeiro tempo. Gol anulado com a correta interferência do VAR e experiência de Nacho Fernández.

Para seguir na Libertadores e seguir sonhando com a Libertadores, o Atlético precisa melhorar e tem potencial para isso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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