Blog do Victão

Recorde de mortes por COVID-19: em 2020 o Mineiro parou no dia da primeira morte no Brasil

Grandes clubes fazem testes nos jogadores todas as semanas (Pedro Souza/Atlético)

Nas últimas 24 horas o Brasil registrou 1.910 mortes. Um triste recorde.

Mesmo com números alarmantes a situação não muda e a vida segue como se nada estivesse acontecendo. Qual a lógica para seguir com jogos de futebol?

Em 2020 o futebol nacional ficou parado por cerca de quatro meses. A Federação Mineira de Futebol (FMF) anunciou no dia 15 e março que a partir do dia 17 todas as suas competições estavam suspensas por tempo indeterminado.

Foi em 17 de março que se registrou a primeira morte no Brasil por COVID-19 – em junho o Ministério da Saúde fez uma correção e informou que a primeira morte aconteceu realmente em 12 de março. Independentemente se foi no dia 12 ou dia 17, o fato é que bastou uma morte para quase tudo parar. Inclusive o futebol.

Quase um ano depois a situação está bem pior do que em março de 2020. O Brasil é um país à deriva, sem comando, e registra o um novo recorde de mortes a cada dia. Sabe-se lá quando esse ciclo vai terminar. Mas, no futebol, nenhum movimento para que a bola pare novamente.

A segunda rodada do Campeonato Mineiro está garantida normalmente. Assim como as demais. Qual o sentido de seguir com a vida normal e não curar um país doente?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Moacir Schmidt

Vou te explicar qual é a lógica: O mundo não pode parar só porque voce acha que deve. Me responda uma pergunta simples e talvez voce entenda: 30 mil vidas sao perdidas nas estradas brasileiras todos os anos. Por que nós não baixamos a velocidade maxima para 5km/h e poupamos todas estas vidas?

peppeu

Boa, partido novo, eu poderia até concordar contigo, mas aí estaríamos em 2 falando merda, né…
Vai lá dar uma mamada no seu herói Birolirio e volte depois. Grato.

Alex D'ates

Seria sensato a parada. Em 1 ano o Brasil perdeu 0.1% da sua população para uma doença específica e que não foi contornada por despreparo (ou desinteresse) de nossos governantes (ou de um, mais específico).
Tivéssemos nos esforçado pela vacinação desde o início, estaríamos em um cenário de recuperação, visto que nosso clima e a atual estação do ano os ajudaria.
Porém, essa condução de desinformação, aliada a uma população carente, inclusive, de educação, culminou com restrições mal feitas e muitos riscos em nome de… sei lá, da ignorância mesmo.
Agora, neste momento, já com um vislumbre de vacinação, é que não seria a hora de arriscar, pelo contrário: ficar em casa quieto com, no máximo, o bumbum na janela aguardando a picada da Pfizer (ou de quem quer que seja).
Se preferirem, pode ser o braço também.