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“Põe na área!” O que passa pela cabeça do Nacho Fernández após os primeiros jogos pelo Atlético?

Deportivo La Guaira empatou com o Atlético na estreia da Libertadores (Divulgação/Conmebol)

Nacho Fernández foi um dos destaques do River Plate que dominou o futebol sul-americana na década passada. A equipe argentina conquistou duas Libertadores, fez uma final e outras duas semifinais em seis edições. O time treinado por Marcelo Gallardo jogou muito futebol.

Motivo pelo qual o Atlético investiu alto para contratar Nacho Fernández. Apesar de vestir a camisa 26 do Galo, ele chegou para ser o 10. E, dentro do possível, tem feito a parte dele. Não se esconde do jogo, é quem mais recebe a bola entre os jogadores de frente e participa de praticamente todas as jogadas ofensivas do Alvinegro.

Mas nem assim é suficiente para o Atlético jogar bem. Na estreia da Copa Libertadores, diante do Deportivo La Guaira, da Venezuela, Nacho foi bem mais uma vez. Mas o Galo deixou a desejar novamente e apenas empatou em 1 a 1. Não se engane pelos números da partida.

O Atlético teve mais posse de bola. Foi quem também finalizou mais vezes. O jogo praticamente se desenvolveu no campo ofensivo atleticano. Mas os números soltos podem enganar, podem iludir. É preciso interpretar as estatísticas da partida.

A equipe venezuelana entrou para se defender. Fez um gol e até teve chances de fazer outros, mas parou em Everson. Só que defender era a verdadeira prioridade do Deportivo La Guaira. Os lances de perigo foram muito por causa das falhas defensivas do Galo e de uma atuação para esquecer do capitão Réver.

Mas chegou um momento da partida em que a equipe da casa não teve pernas, afinal estava em campo apenas pela segunda vez na temporada. O Atlético aproveitou a queda física do adversário e pressionou. Mas pressionou como tem sido desde que Cuca assumiu o comando técnico.

O Atlético cruzou, cruzou, cruzou e cruzou. A bola era levantada para a área do Deportivo La Guaira a todo momento. Da direta, da esquerda, lá do meio do campo e até de lateral. Foram mais de 60 cruzamentos em pouco mais de 90 minutos de jogo.

Um time que tem muita qualidade, mas que abre mão de jogar futebol para cruzar a bola. Muito pouco para quem gastou tanto dinheiro para montar esse elenco. Ainda tem muita coisa para acontecer até o fim de 2021, mas hoje, pelo o que apresentou até o momento na temporada, o Atlético está mais perto de decepcionar do que de conquistar algo grande.

E o Deportivo La Guaira é o mais fraco do grupo

O Atlético está no Grupo H da Copa Libertadores. Além do Deportivo La Guaira e do Galo, América de Cali e Cerro Porteño completam a chave. Sem sombras de dúvidas a equipe venezuelana é a mais fraca. Mas nem assim o time brasileiro se impôs como deveria.

Agora vem os jogos diante de colombianos e paraguaios. La Guaira somente lá no fim de maio, para encerrar a fase de grupos. Preocupante por tudo que o Atlético mostrou em campo e por uma frase de Cuquinha, que estava na beira do gramado, já que Cuca está suspenso.

“Põe na área!”

O grito do auxiliar técnico, ainda não primeiro tempo, numa bola que ainda estava na intermediária, assustou quem estava acompanhado a partida. Por isso a questão: depois de anos naquele River Plate que venceu e encantou, o que será que passa pela cabeça de Nacho Fernández?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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