Blog do Victão

O tempo passa, os pontos ficam pelo caminho e o Cruzeiro está cada vez mais distante da Série A

Rafael Sóbis teve reestreia apagada no Cruzeiro (Bruno Haddad/Cruzeiro)

Foram quase duas semanas entre o empate com o Guarani, na segunda-feira da semana passada, para o confronto desta sexta-feira (21), contra o Figueirense. Um raro período para treinamentos apareceu no calendário e o Cruzeiro não aproveitou e mais uma vez deixou pontos importantes pelo caminho. O Figueira foi melhor, tocou a bola com muita tranquilidade, criou as melhores chances, que não form muitas, e é quem pode lamentar o empate em 1 a 1, no Mineirão.

Dono da camisa mais pesada na Série B do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro entrou como o grande favorito para o acesso. Mas apenas tradição não é o bastante. O futebol apresentado até o momento não credencia a Raposa para terminar a competição com uma das quatro vagas para a Série A em 2021.

Por mais que a matemática mostre que é difícil apostar no acesso celeste, a chance era de apenas 2% antes da rodada 22, o simples fato e ser o Cruzeiro faz muita agente acreditar que é possível. Sim, ainda é possível, mas cada vez mais improvável. Com mais 48 pontos em disputa a equipe de Felipão só pode deixar de conquistar entre dez e 12 pontos.

Mas como o time não apresenta elementos que indiquem uma grande campanha de reação, o rumo é para um final de temporada melancólico. Com o agravante de 2021 ser o ano do centenário do clube. No ritmo atual, a comemoração pela data será para valorizar o passado vitorioso e sonhar com um futuro próspero.

Pois o presente indica que o Cruzeiro, em breve, poderá planejar a temporada 2021, mas na Segunda Divisão, não na Série A, como era o esperado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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