Blog do Victão

O gramado não é a única razão para a derrota do Cruzeiro. A temporada não é feita de clássicos

Cruzeiro perdeu mais uma vez no Mineiro (Bruno Haddad/Cruzeiro)

Uma semana atrás o Cruzeiro bateu o Atlético. Uma vitória que entrou para a história. O grande favorito não conseguiu jogar diante de um time valente, motivado e muito dedicado. Neste domingo, aquela Raposa não se apresentou diante do Pouso Alegre. Perdeu por 1 a 0.

Todos sabemos que a pegada para um clássico é diferente. Mas não tem clássico todos os finais de semana. São jogos raros numa temporada que passa facilmente das 50 partidas. E o desafio do técnico Felipe Conceição está posto. É tirar de seus jogadores nas partidas normais o que mesmo que conseguiu tirar diante do Atlético.

Contra o rival, o Cruzeiro não foi apenas vontade. Foi bola também. Marcou com qualidade, pressionou a saída do adversário e jogou.

É verdade que o gramado do Manduzão não permitia jogar. Como que a FMF (Federação Mineira de Futebol) permite que o jogo de um de seus principais filiados, transmitido para todo o Brasil, seja realizado num espaço parecido com um campo de futebol? Podemos chamar do que for, mas não de campo de futebol.

Portanto, neste aspecto, foi compreensível o time cruzeirense encontrar um pouco mais de dificuldade imposta pela péssima qualidade do gramado. Mas não pode ser a única justificativa.

Lembrando que os jogadores e a comissão técnica estiveram no estádio um dia antes. Treinaram no local. Por pior que estivesse o estado do gramado, não foi algo que pegou os cruzeirenses de surpresa. Dava para pensar numa estratégia diferente, já que trocar passes não era possível.

A derrota para o Pouso Alegre volta a deixar o cruzeirense com ponto de interrogação. Qual é o verdadeiro Cruzeiro? Aquele que bateu o rival ou que tem encontrado dificuldades nos demais jogos do Estadual?

Que a resposta final seja um Cruzeiro mais perto do que foi diante do Atlético. É o desafio para os atletas e para o técnico Felipe Conceição. Por enquanto, o time do clássico é um ponto fora da curva. E isso preocupa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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