Blog do Victão

O Atlético precisa do jogo coletivo do América. E o Coelho precisa das individualidades do Galo

Keno é um dos muitos talentos que o Atlético tem (Pedro Souza/Atlético)

Atlético e América fizeram um bom jogo neste domingo à tarde, no Mineirão, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro. Uma partida agradável para quem assiste pela televisão. E isso já tem muito peso numa época de futebol tão burocrático e muitas vezes até chato de ver. Deu Galo, por 3 a 1, no confronto que valia a liderança.

Em campo, no duelo entre os dois clubes de Minas Gerais na Série A do Campeonato Brasileiro, ficou claro que cada lado tem a sua força: individualidade x coletivo.

Prevaleceu a individualidade atleticana. É muito talento para um elenco só. Vargas e Hulk entraram no decorrer da partida, quando o placar mostrava o empate em 1 a 1.

E os dois foram determinantes no triunfo alvinegro. Vargas puxou o contra-ataque, tabelou com Hulk e ficou livre para criar a jogada do segundo gol do Atlético.

Mas o nome do jogo foi Nacho Fernández, mais uma vez. O argentino chegou outro dia à Cidade do Galo e joga como se já fosse jogador do Atlético há uma década. Participa de quase todas as jogadas ofensivas. Seja no início, no meio ou na conclusão. Nacho é onipresente.

Mas não fica apenas nisso. O Galo ainda tem Guilherme Arana, tem Zaracho, tem Savarino, tem Keno, tem Guga, tem Alonso, tem um monte de outros caras que seriam titulares nos grandes clubes do país.

No entanto, ainda falta algo. Falta o jogo coletivo. E aqui não é uma crítica ao técnico Cuca. É apenas uma constatação. O treinador não tem nem um mês de trabalho. Portanto, é até natural essa dependência das individualidades neste começo de jornada. E um bom jogo coletivo pode potencializar esse tanto de talentos. É o desafio de Cuca.

O América tem o que falta para o Atlético

América conseguiu equilibrar as forças com o Atlético (Mourão Panda/América)

Se o Galo vai em busca de um jogo coletivo para se tornar um dos times mais fortes do Brasil em 2021, o América tem como meta evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Mas o ótimo jogo coletivo da equipe comanda por Lisca pode não ser o suficiente.

E isso ficou claro contra o Atlético. Mesmo diante de um rival muito mais poderoso, o Coelho encarou o jogo de igual para igual. Chegou a ter momentos de superioridade, mas perdeu. Por melhor que seja o conjunto, falta qualidade em alguns momentos, especialmente na definição de jogadas.

Acredito que é possível dizer que o América teria melhor sorte se contasse com apenas um do trio formado por Vargas, Keno e Savarino. Mas o Coelho não tem dinheiro para bancar jogadores tão caros. Então que se tenha criatividade e se encontre algumas boas opções para Lisca. A permanência na Série A é real e não falta muita coisa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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