Blog do Victão

O Atlético fez contra o Vasco o que fez de melhor nos últimos 50 anos: falhou no dia D, na hora H

Hyoran teve a bola para fazer 1 a 0 e perdeu (Pedro Souza/Atlético)

Em dezembro o Atlético vai comemorar 50 anos do título do Campeonato Brasileiro. A conquista de 1971 foi a primeira e, por enquanto, a única do Galo na competição. Desde então o time alvinegro esteve perto da conquista em inúmeras outras oportunidades, mas não chegou lá novamente. Sempre se busca uma resposta para uma seca de quase cinco décadas, mas resposta é óbvia e até irônica: é o Atlético.

O Atlético é a própria razão de ficar tanto tempo sem ganhar o Brasileirão. Não importa quem esteja no gol, na defesa, no meio, no ataque ou no banco de reservas. O Galo falhou várias vezes no dia D, na hora H.

Não foi diferente o que aconteceu na noite deste sábado (23) em São Januário. Não há comparação entre Atlético e Vasco. Um briga pelo título, investiu muito mais e tem a comissão técnica mais cara do país. Outro montou um elenco sem gastar dinheiro, começou a rodada dentro da zona do rebaixamento e o técnico já viveu dias melhores. Nada disso fez diferença, pois o Atlético foi o Atlético, mais uma vez. Deu Vasco, por 3 a 2.

A sina de falhar em momentos decisivos já é motivo de piada entre os atleticanos. Uma rodada que começa boa sempre vem com a observação: “só depende do Galo e é aí que mora o perigo”.

Os 20 primeiros minutos do duelo com o Vasco foram o mais puro suco de Atlético nos últimos 50 anos de Brasileirão. O Galo é melhor e empurrou o adversário para trás. Pressionou, pressionou e pressionou. Até conseguir um pênalti, perdido por Hyoran, aos 15. Dois minutos depois falhou Guilherme Arana, dos melhores e mais regulares atletas do Atlético no Brasileiro. Dois erros consecutivos do lateral e gol do Vasco.

Mas o Galo é melhor. Então é colocar a bola no chão e jogar. O gol vascaíno não mudou o jogo. A equipe mineira seguiu em cima. Acertou a trave e era parado na base das faltas, como é do jogo. Pela diferença dos dois times, 22 pontos antes do começo da partida, era possível acreditar na virada. Mas estamos falando de Atlético, que mesmo melhor em campo levou o 2 a 0, aos 32 minutos.

Ali acabou a partida para o Galo. E, como acontece desde a década de 70 e passou por todas as outras, o Atlético falhou mais uma vez no dia D, na hora H. Neste Brasileirão não é a primeira vez que acontece. Foi contra Botafogo, Fortaleza, Bahia, Sport…

Os pontos ainda deixam o Atlético na briga pelo título. A tabela, na teoria, também. Mas é preciso acabar com esse complexo de fracassar nos momentos decisivos. Até o fim de fevereiro o Galo terá mais decisões pela frente. O que fazer para não falhar no dia D, na hora H? Uma resposta que o Atlético procura há 50 anos e ainda não encontrou. Eu também não sei qual é a resposta.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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