Blog do Victão

Não há mais o que fazer. Não há mais o que falar. Cruzeiro precisa juntar os cacos e curar feridas

Felipão durante a derrota do Cruzeiro para o Oeste (Reprodução TV Globo)

Sim, era muito difícil o Cruzeiro vencer os últimos cinco jogos e conseguir o acesso. Mas era possível sonhar. Desconsiderando o futebol apresentado pela Raposa até então, focando apenas na tabela e na possibilidade de chegar a cinco pontos do G4 restando quatro partidas para o término da Série B. Bastava vencer o lanterna. Mas nem isso o Cruzeiro foi capaz de fazer.

O pior time da competição é o Oeste. Mas a equipe de Barueri chegou em Belo Horizonte e venceu por 1 a 0. E nem foi preciso fazer um grande jogo. Bastou fazer o mínimo para ganhar pela sexta vez em 34 jogos. Agora não resta mais o que fazer. O Cruzeiro segue na Série B e vai jogar a segunda divisão nacional pela segunda temporada consecutiva.

Também não há muito o que falar. Afinal de contas, o que dizer de um clube mergulhado numa crise financeira e com três meses e meio de salários atrasados e que não deu condições mínimas para sua equipe conseguir o acesso?

A rodada se ofereceu para a equipe celeste. Nenhuma vitória dos times que estão entre a terceira e oitava colocações da Série B. Era a chance de uma arrancada final. Cinco pontos para o G4. Mas o Cruzeiro falhou novamente. O que falar dos jogadores que não recebem e parecem abandonados pela direção? Mesmo assim não faltou entrega e dedicação. Faltou futebol, faltou tranquilidade, faltou planejamento.

O agitado Felipão deu lugar a um técnico conformado. Aquele treinador vibrando e de muitos gritos na beira do gramado não apareceu no Independência. A imagem que ilustra este texto é daquelas que valem mais do que mil palavras. Felipão representou ali o torcedor do Cruzeiro. O treinador e o cruzeirense estão desolados.

Para fechar mais uma noite de horrores no Independência, as duas últimas alterações do Cruzeiro foram as entradas de Patrick Brey e Sassá. O que falar das opções do treinador depois de tudo o que vimos na Série B?

Resta ao Cruzeiro juntar os cacos e curar suas feridas. Daqui quatro meses, mais ou menos, começa uma nova Série B. E, pelo visto, a Raposa não vai jogar apenas pelo acesso, vai jogar também pela sobrevivência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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