Blog do Victão

Matheus Mendes é a boa notícia para o Atlético que está na final: “o moleque é um monstro”

Matheus Mendes é tratado como uma grande joia dentro do Atlético (Pedro Souza/Atlético)

Desde 2007 o Atlético esteve em todas as finais do Campeonato Mineiro. Não será em 2021 que o Galo ficará fora da decisão. Numa semifinal definida desde a marcação do jogo de ida para o Independência, a equipe alvinegra teve uma vitória protocolar sobre o Tombense.

Fez 3 a 0 sem muito esforço e poderia até ter feito mais, afinal foi visitante jogando dentro de casa. O jogo estava tão fácil que em certo momento o Galo parece ter se desconcentrado. Tchê Tchê falhou, novamente, e Everson fez um pênalti e foi expulso.

O jovem Matheus Mendes entrou “só” com um pênalti contra. Mas ele conseguiu defender. Matheus pegou a cobrança de Keké, o artilheiro do Mineiro, e ainda foi muito bem no rebote. Manteve o 3 a 0.

Não é apenas por pegar um pênalti logo após sair do banco de reservas que faz de Matheus Mendes uma grande notícia para o Atlético. O goleiro é bastante elogiado desde a época da base. Foi emprestado ao CSA, para a disputa da Série B do ano passado, e se destacou. Esteve na mira do Juventude, que vai jogar a Série A, mas não foi liberado.

Aos 22 anos, com 1,94m de altura e já com alguma experiência como profissional, Matheus Mendes vai confirmando tudo aquilo que se fala dele desde a base. Uma baita sombra para Everson. Com a lesão de Rafael, o titular poderia receber uma folga nas cobranças. Mas certamente não será assim, afinal Matheus já virou xodó.

Everson caminhava para o vestiário após a expulsão e viu o companheiro defender o pênalti: “o moleque é monstro”, disse o titular da meta atleticana em relato feito pelo repórter Roger Casé, no Canal Premiere. Eles treinam juntos quase todos os dias. Portanto, Everson sabe bem o que falou.

Hulk marcou como Hulk

Há uma semana Hulk reclamou da falta de sequência de jogos. Em campo ele deu a resposta. Três gols, uma assistência e um pênalti sofrido nas duas partidas seguintes. O gol diante do Tombense foi um golaço. Um chute daqueles, do meio da rua, como Hulk fez aos montes nas passagens pelo futebol português e russo. Um gol de Hulk.

Inversão de mando tirou a disputa

O Atlético entrou para disputa com todo o favoritismo do mundo diante do Tombense. Se a equipe de Tombos tinha alguma chance, essa chance acabou quando as duas partidas foram marcadas para Belo Horizonte. O Galo já tinha a vantagem que ficou ainda maior. Pode perder por até três gols de diferença que estará na final do Mineiro.

Sabe quando vai acontecer de o Atlético levar 4 a 0 do Tombense? Pois é.

Para aqueles que minimizam a inversão de mando alegando que não tem torcida no estádio, sugiro que o Atlético abra mão do mando dos confrontos com Flamengo e Palmeiras, no Brasileiro. Dois jogos no Maracanã e dois no Allianz Parque. Que tal?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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