Blog do Victão

Lá se foi o camisa 10 do meu time de futebol de botão. Maradona foi meu primeiro grande ídolo

Maradona na final da Copa do Mundo de 1990 (Reprodução/Instagram)

Parece que eu perdi alguém muito próximo. Nunca estive pessoalmente com Diego Armando Maradona, mas é como se um dos meus melhores amigos tivesse partido. Ele foi meu primeiro grande ídolo. Maradona era o grande nome do futebol mundial quando eu passei a ter um pouco mais de noção das coisas.

Nasci no início dos anos 1980, então é fácil perceber como Maradona me fascinava na infância. Nas brincadeiras com os colegas de bairro eu “era” o Maradona na hora do gol a gol. E ele também era o camisa 10 do meu time de futebol de botão. Entre sete e 14 anos eu fui um jogador viciado, depois troquei pelo futebol virtual.

Organizava campeonatos entre amigos de escola e vizinhos, tinha prazer em fazer tabelas e regulamentos. Minha coleção era vasta. Com times de todo o Brasil e de todo o planeta. Não era fácil conseguir escudos, numa era sem internet. A Revista Placar ajudava muito nesse processo. Tirava cópias dos escudos e colava nos botões.

Independentemente do time que eu escolhia, minha escalação tinha uma base. Taffarel costumava ser meu goleiro, mas tinha também as vezes com Zetti ou Ronaldo. E assim era meu time todo. Tinha meus preferidos, mas costumavam dar lugar a outros que estavam em mais evidência na vida real. Porém, tinham dois jogadores que jamais saíam do meu time. Os camisas 10 e 11.

Maradona era o craque do time. Todas as bolas tinham de passar por ele. Não sei explicar, mas as finalizações com ele eram diferentes. Maradona meu deu títulos importantes, em torneios realizados na minha casa ou nas casas de amigos. Ele era demais. Certamente a influência de Maradona me fez seguir o caminha que trilhei, de amar futebol e está muito próximo do esporte.

O outro com cadeira cativa no meu time de botão, pasmem, era o “pequeno” William. Meia-atacante do Vasco, no início dos anos 1990. O equipe cruzmatlina foi tricampeão carioca no período e os jogos eram transmitidos pela Band e geralmente com a narração de Januário Oliveira, que colocava apelido nos jogadores. Por volta dos dez anos eu considerava o William um cracaço de bola.

E foi assim, tendo o “pequeno” William como coadjuvante, que Maradona me marcou bastante, com muitos golaços, na vida real e também no futebol de botão.

Obrigado, Don Diego.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Tags:
Categorias:
Opinião