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Cruzeiro tem na Juazeirense o seu Afogados e protagoniza seu maior vexame na Copa do Brasil

Cruzeiro foi muito mal diante da Juazeirense e está fora da Copa do Brasil (Bruno Haddad/Cruzeiro)

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Ninguém sabe jogar a Copa do Brasil como o Cruzeiro. São seis títulos, é o clube que mais vezes foi campeão do torneio. Recentemente foram duas conquistas consecutivas, em 2017 e 2018. Mas aquele Cruzeiro ficou no passado. O Cruzeiro atual não é nem sombra do que já foi o verdadeiro Cruzeiro. O Cruzeiro de 2021 protagonizou o maior vexame do clube na história da Copa do Brasil.

Até então a Raposa jamais havia sido eliminada por um clube que estava abaixo da Série B do Campeonato Brasileiro. Mas agora já tem aquele vexame para chamar de seu, como vários outros gigantes do Brasil têm. Conseguiu cair para a Juazeirense, que está na Série D. Tal como fez o Atlético com o Afogados, em 2020, também eliminado por uma equipe da quarta divisão do futebol nacional.

E o pior, o resultado foi justo. Apesar de toda a limitação, a Juazeirense jamais desistiu do jogo. Lógico que foi com um futebol rústico: muita bola levantada, chutão e força física. Mas foi o suficiente para fazer 1 a 0 no Cruzeiro. Já o time mineiro se recusou jogar. Apesar de o gramado ser muito ruim, faltou ambição à Raposa. As trocas de Felipe Conceição são um reflexo disso. Colocou um terceiro zagueiro quando o adversário não ameaçava. Abriu mão de um atacante para colocar mais um volante.

No desespero em busca do gol, a Juazeirense deu todo o campo do mundo para o Cruzeiro. Espaço e oportunidade para contra-atacar não faltaram. Mas faltou qualidade. Incrível a quantidade de passes que o time estrelado errou. Mesmo assim conseguiu fazer uma jogada e a bola do jogo esteve na cabeça de Airton, que perdeu.

Num jogo que mostrou uma Juazeirense corajosa e um Cruzeiro com medo de jogar, o gol da equipe baiana era questão de tempo. O cruzeirense que acompanhou a partida pela televisão sabia que isso aconteceria e realmente aconteceu. Aos 40 minutos do segundo tempo.

E aí entra outro ponto que afeta o Cruzeiro. Não é apenas a falta de qualidade. Falta sorte também. Ramon teve duas chances para empatar. Na primeira o jogador da Juazeirense tirou em cima da linha e na segunda o defensor cruzeirense chutou no travessão.

Na conta do Conceição?

A postura do Cruzeiro diante da Juazeirense foi para envergonhar qualquer torcedor. Classificado ou não, certamente Felipe Conceição seria alvo das críticas. Abriu mão de utilizar Rafael Sóbis, que é um dos jogadores mais experientes do elenco e um cobrador de pênalti. Abriu mão de jogar quando a Juazeirense ofereceu espaço. Foi castigado duas vezes.

Com o gol nos minutos finais, que levou a decisão para os pênaltis, e pela eliminação. Coube a Matheus Barbosa, um dos jogadores mais criticados pelos cruzeirenses e bastante defendido pelo treinador, errar a última cobrança.

Agora o Cruzeiro junta os cacos desse vexame para evitar outro na Série B.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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