Blog do Victão

“Já tava bom. Diz que ia mudar ainda para melhorar. Já não tava bom. Tava meio ruim também. Tava ruim. Agora parece que piorou”

Keno foi muito mal novamente (Pedro Souza/Atlético)

A frase do título deste texto foi dita por um usuário de serviço público durante uma entrevista para a televisão. O vídeo se tornou viral pela sequência frases auto-anuláveis. E ela é perfeita para descrever o desempenho do Atlético na derrota por 2 a 1 para o Ceará e também este começo de Campeonato Brasileiro do time treinado por Cuca. São dez pontos em 18 possíveis e pontos perdidos para times que não vão brigar na parte de cima da tabela.

O Galo não foi nada bem diante do Ceará. É verdade que Everson falhou feio nos dois gols do Vozão, no primeiro minuto de jogo e no último lance da partida. O arqueiro atleticano foi decisivo para o revés em Fortaleza, mas não fosse ele poderia ser ainda pior. O Atlético não viu a cor da bola na primeira etapa. Everson fez pelo menos três grandes defesas, enquanto a primeira e única finalização atleticana etapa inicial aconteceu aos 44 minutos, num chute de longe do volante Allan.

“Já não tava bom”. Afinal o Atlético vinha de um empate em casa com a Chapecoense, numa atuação muito abaixa do normal e com a sensação de que o resultado poderia ter sido até pior. A última vitória foi sobre o Internacional, no Beira-Rio. Um começo avassalador e muito sorte em seguida. Mesmo mal o time colorado teve três ótimas chances para empatar, enquanto o Galo abriu mão de atacar.

E não foi diferente contra o Ceará. “Tava meio ruim também”, apesar da melhora da etapa final. Como não havia jogado nada na etapa inicial, o pouco que passou a fazer já pareceu muito. Na base da força o Galo empurrou o Ceará para a defesa e conseguiu o gol de empate. Ainda assim “tava ruim”.

E não é que piorou mesmo?

“Agora parece que piorou”. E piorou mesmo. Apesar da atuação muito ruim, o Galo teve duas boas chances para virar o jogo. Mas não aproveitou, especialmente num contra-ataque puxado por Keno. O camisa 11 tinha três opções de passe e errou.

Quando o atleticano já computava um pontinho na tabela de classificação, Everson falhou de novo. Uma bola fraca, sem risco nenhum, mas o goleiro atleticano se complicou. Defendeu firme, mas depois soltou a pelota, que rolou mansamente para o fundo do gol.

E, assim, o Galo patina pela terceira vez no Brasileirão, em seis rodadas. Não adianta vencer o Internacional fora de casa para depois empatar com a Chapecoense e perder para o Ceará. O título do Brasileiro se decide é contra os times do meio da tabela para baixo, não entre os gigantes. Se o Atlético não aprender o básico, vai completar 50 anos sem conquistar a principal competição do país.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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