Blog do Victão

Foi bom, mas foi ruim. Atlético segue favorito diante do Palmeiras, mas foi o pior dos empates

Hulk perdeu um pênalti contra o Palmeiras (Pedro Souza/Atlético)

Empatar fora de casa no jogo ida da semifinal da Copa Libertadores, diante do atual campeão, não poder ser considerado um resultado ruim. Mas também não pode ser tratando como um ótimo resultado. O Atlético visitou o Palmeiras e empatou em 0 a 0, nesta terça-feira, no Allianz Parque. Placar que neste tipo de competição é o pior dos empates. Como a Libertadores ainda tem o gol qualificado (fora de casa), um empate com gols, na volta, no Mineirão, é do Palmeiras.

Foi por isso que o time treinado por Abel Ferreira entrou em campo disposto a abraçar o 0 a 0. Foi assim do início ao fim do jogo. O que ficou ainda mais evidente na etapa final, quando a equipe paulista não finalizou uma vez sequer. Isso mesmo, não é um exagero do cronista. Está lá, nas estatísticas da partida: o Palmeiras não finalizou uma vez sequer nos 49 minutos finais. Ponto positivo para o Atlético, que não deu ao time da casa o que ele mais queria: o contra-ataque.

Se defensivamente o Galo foi bem mais uma vez, o Palmeiras finalizou somente quatro vezes neste confronto de ida da semifinal, ofensivamente o Atlético deixou a desejar. É óbvio que do outro lado estava um bom time e que claramente entrou para não sofrer gols. Mas como a equipe alvinegra está acima tecnicamente, dava para fazer mais. E isso foi visto em campo. Apesar de jogar fora de casa, foi o Atlético quem tomou as rédeas da partida e até esteve muito perto de abrir o placar. Diego Costa sofreu um pênalti e Hulk perdeu. A bola foi na trave.

Atlético confia no seus atacantes

Assim como aconteceu na primeira etapa, o Atlético foi quem propôs o jogo na etapa final. No entanto, menos efetivo do que na parte inicial do jogo. A saída de Diego Costa pesou bastante, já que o centroavante atleticano ganhou uma atenção diferenciada dos defensores palmeirenses.

Se durante o tempo todo foi muito nítido que o Palmeiras estava contente com o 0 a 0, a partir de um determinado momento do segundo tempo a sensação foi a mesma para o Atlético. O Galo deixou a bola mais com o time da casa e não forçou nos minutos finais. Pelo contrário, já que Cuca tirou Hulk e Nacho Fernández para as entradas de Sasha e Nathan, respectivamente.

A estratégia adotada por Cuca nos últimos 15 minutos deixa evidente que o Atlético confia bastante em seus atacantes. Resta saber se vai poder contar com Diego Costa e Savarino.

Favoritismo ainda é alvinegro

Por ter um time melhor do que o Palmeiras e também por fazer uma temporada melhor do que o adversário, o Atlético entrou na semifinal da Copa Libertadores como favorito no duelo entre brasileiros. E o favoritismo segue no lado alvinegro deste confronto. No entanto, o Galo vai para o jogo da volta menos favorito do que entrou na primeira partida. Basta fazer 1 a 0, no Mineirão, diante de 17 mil atleticanos para avançar à final da Libertadores.

Não será um jogo fácil, mas o Atlético está mais do que pronto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Teobaldo

O Atlético não querendo ganhar e o Palmeiras com medo de perder.