Blog do Victão

Fábio expulso em lance de escolinha custou caro para o valente Cruzeiro na estreia da Série B

Fábio cometeu um pênalti e recebeu vermelho com dez minutos de intervalo (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

A derrota por 3 a 1 para o Confiança foi dura demais para o Cruzeiro. A equipe celeste não jogou tão mal a ponto de levar três gols de um dos candidatos ao rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Mas a Raposa pagou muito caro por dez minutos que mudaram totalmente o rumo da estreia na competição. Especialmente pela expulsão do goleiro Fábio. O jogador que mais vestiu a camisa celeste levou cartão vermelho num lance que mais parecia de escolinha do que futebol profissional.

A expulsão do goleiro foi aos 42 minutos da etapa inicial. Num momento que a Raposa já perdia por 1 a 0 e dois minutos antes havia perdido Adriano, também expulso, por matar um contra-ataque. O segundo cartão vermelho tirou o Cruzeiro do jogo. Naquela altura não restava nada além do que lutar.

E isso a Raposa fez muito bem. Enquanto teve pernas para correr, com dois jogadores a menos não é nada fácil, o time celeste encarou o Confiança. Chegou ao empate e até esteve perto de virar. A falta batida por Rômulo bateu no travessão. Alguns centímetros mais baixo e uma virada história aconteceria.

Mas o que aconteceu foi o esgotamento físico. O espaço que o Confiança não encontrava, passou a encontrar. O segundo gol saiu com naturalidade, assim como terceiro. Fosse uma equipe mais qualificada, possivelmente o time de Sergipe teria chegado ao quarto gol. Do outro lado estava um Cruzeiro bastante valente, mas já sem fôlego e força para correr.

O Cruzeiro era melhor até tomar o gol. Era quem tinha a posse de bola, era quem jogava no ataque. Tudo bem que não tinha criado uma chance clara sequer, mas a partida estava controlada. Pela fragilidade do Confiança, minha sensação é de que até com um a menos daria jogo. Mas com dois a menos ficou impossível. Fábio levou o vermelho por pegar a bola de mão fora da área, num lance sem nenhum perigo. Um erro tolo e que tirou da Raposa a chance de vencer na estreia da Série B.

Um pênalti não dado que mudaria o jogo

O Cruzeiro pode reclamar e com razão da arbitragem. Mas não das duas expulsões e nem do pênalti que originou o primeiro gol do Confiança. O árbitro e os auxiliares acertaram. Mas erraram feio logo aos quatro minutos. Airton foi derrubado por Nery Bareiro, que foi apenas nas costas do atacante cruzeirense. Um pênalti claro.

Mas Andre Rodrigo Rocha (TO) não viu. Nenhum dos auxiliares também. Ninguém viu ou então entenderam que não foi pênalti. Com o VAR em ação bastaria uma rápida consulta para confirmar que foi penalidade em Airton. Por isso faço esse questionamento: qual a razão para a Série A contar com o suporte do VAR pela terceira temporada consecutiva e a Série B seguir no “escuro”?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments