Blog do Victão

Empatar não ajuda. Cruzeiro segue longe do G4 e não consegue desgrudar da zona da confusão

Cruzeiro empatou com o Goiás pela segunda vez nesta Série B (Rosiron Rodrigues/Goiás EC)

O Cruzeiro empatou com o Goiás em 1 a 1 e agora soma nove jogos de invencibilidade. Mas isso não significa que a situação do clube seja boa dentro da Série B. Na verdade, dos noves jogos sem derrotas, apenas três foram com vitórias. Foram seis empates. Neste momento, empatar não ajuda em nada a Raposa.

Com o ponto conquistado em Goiânia o Cruzeiro não conseguiu se aproximar do G4, viu a diferença ficar maior, subiu de dez para 12 pontos. E, também, não conseguiu se afastar da zona do rebaixamento, ou zona da confusão, como gosta de dizer o técnico Vanderlei Luxemburgo.

Um exemplo de como a quantidade excessiva de empates pouco ajuda: a Raposa precisa de cinco rodadas perfeitas para entrar no G4, mas apenas uma jornada desastrosa é o suficiente para recolocar o time estrelado dentro da zona da confusão.

A diferença para o Botafogo

A quarta colocação está com o Botafogo, o que faz o clube carioca servir de referência para todos aqueles que estão fora do G4 e ainda miram o acesso. Inclusive o Cruzeiro, embora a distância de 12 pontos mostre que a tarefa é quase impossível. Assim como a Raposa, o Botafogo também foi derrotado seis vezes nesta edição da Série B. A grande diferença está no número de empates, consequentemente no número de vitórias também.

O Cruzeiro soma incríveis 11 empates, assim como o Vitória, e apenas um mais do que do Brasil de Pelotas, dois dos quatro clubes dentro da zona do rebaixamento. Já o Botafogo empatou somente cinco vezes, sendo uma delas com o próprio Cruzeiro. O clube carioca tem seis empates a menos do que a Raposa, portanto são seis vitórias a mais. E aí estão os 12 pontos que afastam a equipe celeste do G4.

Discurso diferente da prática

Não sou eu que coloco o Cruzeiro como um dos candidatos ao acesso. São os próprios jogadores cruzeirenses. Em todas as coletivas desde a chegada de Vanderlei Luxemburgo, sete rodadas atrás, o papo é de que a briga é para subir. Mas o que se vê dentro de campo não é um time que busca a vitória a todo o momento. Foi assim no duelo com o Goiás, nesta quarta-feira.

É fato que o Cruzeiro está mais competitivo desde a chegada de Luxa. Está mais difícil fazer gol no Fábio agora do que estava um tempo atrás. Mas a postura diante do Goiás não foi de um time que jogou para vencer. Desde o primeiro tempo a prioridade era não sofrer gols. O contra-ataque foi a grande jogada da Raposa e foi assim que saiu o belo gol de Thiago.

Nem nos minutos finais, quando o jogo já estava empatado em 1 a 1, o Cruzeiro mudou sua postura. Por mais que a classificação da Série B deixasse bastante claro que o empate era pior para o time visitante do que para o mandante, que retomou a terceira colocação com o ponto conquistado. Se o discurso é de brigar pelo acesso, em campo é preciso mostrar mais vontade para vencer.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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José Antonio

A briga nunca foi pra subir, e sim pra permanecer na SEGUNDONA!!!!! Quem acredita em alguma coisa diferente disso, vive fora da realidade…..

paulo cesar peixoto

acreditar e possible, vamos la.