Blog do Victão

Dois jogadores do Cruzeiro pagam a folha do Confiança. E o Cruzeiro fez um ponto em seis

Cruzeiro perdeu para o Confiança. Mais um tropeço no Mineirão (Bruno Haddad/Cruzeiro)

O Confiança ficou 28 anos sem jogar a Série B do Campeonato Brasileiro. No retorno à Segunda Divisão a equipe de Sergipe montou um dos elenco mais baratos da competição. Na transmissão do jogo no Premiere o repórter Pedro Rocha informou que a folha salarial do Confiança é de R$ 300 mil por mês, portanto o equivalente a dois dos principais jogadores do Cruzeiro, que em 2020 estipulou o teto mensal de R$ 150 mil.

Mas o que se viu no Mineirão, nesta sexta-feira, não foi um duelo de um time que custa cerca de 20 vezes mais do que o outro. Triunfo por 2 a a 1 do Confiança, o primeiro na história diante do Cruzeiro. Contra um dos times mais baratos da competição a Raposa conquistou apenas um ponto em seis possíveis. Um retrato do momento celeste na Série B.

O Confiança foi melhor no primeiro tempo e rapidamente abriu 2 a 0. O volante Guilherme Castilho bate bem na bola, mas contou com a ajuda de Jadsom para fazer o primeiro da noite. Gol olímpico. O segundo foi de pênalti, em jogada que começou com falha de Patrick Brey na marcação.

Aliás, Felipão tem parcela importante no desempenho ruim da Raposa no primeiro tempo. O treinador insiste com Patrick Brey, que não atravessa um bom momento, mesmo tendo o bom Matheus Pereira no banco de reservas. Se o lado esquerdo da defesa cruzeirense foi o caminho que o Confiança buscou no primeiro tempo, quase sempre com sucesso, na etapa final a passagem estava bloqueada. Matheus Pereira entrou bem novamente.

Mesmo sem fazer um grande jogo o Cruzeiro teve chances. Algumas claras, com William Pottker e com Thiago. O Confiança abusou dos erros defensivos na etapa final, mas nem assim a Raposa conseguiu empatar. A equipe celeste já não tinha muita organização, era na base da pressão. Quatro atacantes e bola na área o tempo todo. Paciência e tranquilidade não passam nem perto do Cruzeiro neste momento. Um pouco de cada um faria muito bem.

Para completar, o goleiro Rafael Santos se machucou na reta final da partida. Como o Confiança já tinha feito as cinco mudanças, o camisa 1 seguiu fazendo número em campo. Foram cerca de dez minutos sem que o arqueiro não conseguisse nem sequer andar, mas o Cruzeiro não deu um chute a gol. Três dias após vencer a líder Chapecoense a derrota para o Confiança é um balde d’água fria na torcida.

A matemática ainda diz que é possível subir, mas o campo mostra o contrário.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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