Blog do Victão

Cruzeiro tem atuação perfeita contra o Atlético. Uma vitória para entrar para a história do clube

Airton entrou para a história ao fazer o gol da vitória do Cruzeiro sobre o Atlético (Bruno Haddad/Cruzeiro)

Há quase dois anos a vida do cruzeirense se transformou. As alegrias dentro de campo foram poucas. Dentro desses momentos de felicidade, certamente o clássico deste domingo (11) vai estar nas primeiras colocações. O triunfo por 1 a 0 sobre o Atlético entra para a história celeste como um dos grandes feitos de superação nos 100 anos do clube.

De um lado um rival turbinado por mecenas e recheado de grandes jogadores. Um time que ficou na terceira colocação no Campeonato Brasileiro do ano passado e ainda foi reforçado. Mas mesmo assim o Cruzeiro não se intimidou diante do Atlético. A Raposa adotou uma estratégia inteligente e teve uma atuação perfeita.

Nada de ficar lá atrás. O Cruzeiro jogou no campo ofensivo. Pressionando a saída de bola do adversário, dificultando para o rival, que gosta de criar as jogadas a partir de Everson e dos zagueiros Alonso e Igor Rabello.

Não faltou entrega de nenhum jogador cruzeirense. Não há um atleta que o torcedor possa questionar na partida deste domingo. Méritos total do técnico Felipe Conceição. O treinador cruzeirense estudou bem o Atlético. Anulou os principais pontos do rival. Fez 1 a 0 numa bela troca de passes e linda finalização de Airton.

É bom lembrar que o Fábio fez o que faz de melhor desde 2005. Evitou o gol atleticano, num lance cara a cara com Vargas. Aliás, no único momento que Nacho Fernandez teve algum espaço no meio de campo. Diante da qualidade do jogador em questão e dos demais atletas, conceder apenas uma chance clara para o Atlético só prova como funcionou bem a marcação da Raposa.

O Cruzeiro, depois de muito tempo, mostrou para os atleticanos e para todo o Brasil que o momento é ruim, mas o clube é gigante. A vitória no clássico, com autoridade que foi, é para orgulhar o cruzeirense e mostrar para todos que a Raposa não está morta. Um clássico que entrou para a história.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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