Blog do Victão

Cruzeiro não consegue se impor dentro de casa na Série B. Um time que depende dos escanteios

Cruzeiro empatou com o Guarani: apenas uma vitória no Mineirão (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Na temporada passada o Cruzeiro teve a quarta pior campanha como mandante entre os 20 participantes da Série B. Só foi melhor do que três dos quatro rebaixados. Foram 25 pontos conquistados em 57 possíveis. Aproveitamento de 43,9% apenas. Em 2021 a situação não está muito diferente. Passadas oito rodadas desta edição da Segunda Divisão, a Raposa jogou quatro vezes no Mineirão e conquistou somente cinco pontos em 12 possíveis. Aproveitamento de 41,7% somente.

O último tropeço dentro de casa foi nesta quarta-feira, contra o Guarani. Empate em 3 a 3, após o Cruzeiro conseguir virar o resultado e ficar por duas vez em vantagem no marcados. Para um clube que necessita subir de série para aliviar o caixa, não se impor como mandante é um dos problemas que a Raposa tem. Por enquanto somente uma vitória em Belo Horizonte, diante do Vasco. Teve ainda a derrota para o CRB e o empate com o Goiás.

Mas não é por acaso que o Cruzeiro não consegue vencer dentro de casa. O campo deixa bem claro que o técnico Mozart ainda tem muita coisa para fazer. O duelo com o Guarani é um bom exemplo. Enquanto o time estrelado mostrou muita dificuldade para trocar passes, especialmente no ataque, o Bugre abusou dos passes curtos e rápidos. Cada ataque da equipe de Campinas era um Deus nos acuda. A sensação era de que a defesa não seria capaz de impedir o pior.

Tanto que o Guarani terminou o jogo com 22 finalizações, mais do que o dobro do Cruzeiro. Mas tem algo bom, tem algo que funciona muito bem. É a bola parada. Seja com Marcinho ou com Rômulo. Nesta quarta foi com Marcinho, que bateu os três escanteios que originaram os três gols celestes (correção: a terceira assistência foi de Rafael Sóbis). Aliás, é da Raposa o ataque mais positivo da Série B, com 13 gols. Oito deles saíram dos escanteios.

A bola parada é boa e está mais do que provado que funciona bem. O desafio de Mozart é conseguir evoluir o time em outros aspectos, para que a bola parada seja um importante suporte, não uma dependência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Opinião

All Comments

Subscribe
Notify of
guest
5 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Maria Fumaça

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHA
FECHA AS PORTAS!
O Bruzeiro ACABOU
Portuguesa de BH.

José Maria

Não sei o porque de tanta reclamação. Empatar em casa com o fortíssimo Guarani, é um excelente resultado. Principalmente para um time do tamanho do cruzeiro que já disputou 46 rodadas na série B e NUNCA esteve entre os 10 primeiros.

Maurício Bresia

Estou realizando um bolão. Valor de entrada R$29,00. Prêmio garantido de R$9.200,00.
Procure na internet por “Bolão do fim do cruzeiro”.

Teobaldo

A explicação é fácil: O Guarani é obra de Carlos Gomes; por isso o Mozart desafinou!

Vinícius Ribeiro

O terceiro gol foi o Sóbis que bateu o corner.