Blog do Victão

Clássico de domingo está ligado à Libertadores de 2009, goleada no Estudiantes e Cruzeiro 6 a 1

Cuca sabe trabalhar bem a motivação dos jogadores (Pedro Souza/Atlético)

Neste domingo (11) tem Cruzeiro x Atlético, pela 9ª rodada do Campeonato Mineiro. No clássico que pode ser o único da temporada. Um confronto que tem ligação direta com três outras partidas do passado, de um passado já distante se falando de futebol.

O duelo deste final de semana remete à final da Copa Libertadores de 2009 e as goleadas aplicadas pelo Cruzeiro sobre o Estudiantes e o Atlético, ambas em 2011. Mas o que uma partida do Estadual tem a ver com três jogos disputados nas duas últimas décadas?

A resposta está no banco de reservas do Atlético: Cuca.

O treinador não esteve envolvido na final continental vencida pelo Estudiantes, que bateu o Cruzeiro, por 2 a 1, de virada, em julho de 2009, no Mineirão. Mas ele era o comandante cruzeirense no reencontro das duas equipes, em fevereiro de 2011, pela fase de grupos da Copa Libertadores.

É neste ponto da história que tudo se une. A derrota na final da Libertadores machucou. Um título que esteve tão perto e escapou entre os dedos. Cuca soube trabalhar muito bem a situação na preleção do duelo Cruzeiro x Estudiantes.

O resultado foi jogadores que não fizeram parte daquela partida de 2009 e que foram a campo para o duelo de 2011 com sede de vingança, como se fossem eles os derrotados dois anos antes. Lógico que o Cruzeiro não entrou para golear, isso foi consequência. Mas entrou para vencer, para não dar chances ao adversário. O triunfo não traria o tricampeonato continental, mas era uma questão de honra.

E assim o Cruzeiro fez 5 a 0 no Estudiantes. Numa partida em que poderia ter feito até mais.

Cruzeiro 6 a 1 Atlético

Meses depois Cuca estava no Atlético. Ele evitou o rebaixamento do time alvinegro, algo que parecia certo no fim do primeiro turno do Brasileirão de 2011. No último jogo, a chance de rebaixar o rival. Mas o Galo não aproveitou. Pelo contrário. Levou 6 a 1. Uma goleada que machuca o atleticano até hoje.

Por isso, mesmo quase 12 anos depois, o clássico deste domingo é tido pela torcida como a chance de tentar descontar aquela goleada. Um Atlético turbinado financeiramente por mecenas e recheado de grandes jogadores contra um Cruzeiro tecnicamente bastante limitado.

Certamente Cuca vai trabalhar bem essa situação. Pegar o desejo do torcedor e levar aos jogadores. O capitão Réver estava em campo naquela goleada. Único remanescente. Mas os demais também vão saber e sentir através do treinador o peso daquele 6 a 1.

A taça da Libertadores na concentração do Atlético

Cuca é um técnico que sabe motivar seus atletas. Ele se utiliza de todos os recursos possíveis para completar o trabalho feito em campo. Um exemplo está dentro do próprio Atlético. Na véspera da final da Libertadores de 2013 o treinador conseguiu levar a taça da competição para a Cidade do Galo.

Portanto, antes da decisão com o Olímpia os jogadores do Galo puderam sentir o que era pegar a taça da Libertadores. Para os atletas envolvidos naquela final não existe dúvida: a visita do troféu ajudou bastante na retomada da confiança, após o Galo levar 2 a 0 na ida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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