Blog do Victão

Atlético gastou milhões para terminar o jogo com Igor Rabello como centroavante. Foi um vexame

Igor Rabello virou centroavante contra a Caldense. Não adiantou (Pedro Souza/Atlético)

Aos 39 minutos do segundo tempo o Atlético já perdia para a Caldense por 2 a 1, de virada, quando o técnico Cuca colocou Igor Rabello no lugar de Mariano. Uma alteração que não fez sentido num primeiro momento, mas que ficou clara com o posicionamento do zagueiro: o ataque.

Igor Rabello entrou para jogar como centroavante. Isso mesmo. Apesar de o Galo ter investido milhões na reformulação do elenco nos últimos meses, a solução para tentar evitar a derrota para um time do interior de Minas Gerais foi colocar um zagueiro alto na área e levantar a bola.

Pouco. Muito pouco para um elenco tão caro e recheado de talentos. De nada adianta ter bons jogadores se faltar organização. A derrota para a Caldense, a terceira nas últimas quatro edições do Mineiro, é uma vergonha.

O Atlético é o time mais caro da competição e não mereceu vencer. Pelo contrário, o 2 a 1 ficou até barato. Não fossem Everson e a falta de pontaria dos atacantes da Veterana o resultado seria ainda pior.

Se é que existe algo positivo em derrotas, o time atleticano pode tirar lições do primeiro revés na temporada. Não há dúvidas de que o Galo é o mais forte da competição, mas é preciso se dedicar durante as partidas, não encarar como um jogo-treino, como tem feito em toda a competição.

E também para as principais competições. É preciso ter organização. Um amontoado de bons jogadores não é o suficiente para ser campeão. Como dizia o slogan de uma fabricante de pneus: “potência não é nada sem controle”.

Em tempo: pensando em vaga na semifinal do Mineiro, a derrota do Atlético foi pior para o Cruzeiro do que para o próprio Atlético. Mas isso não ameniza o vexame em Poços de Caldas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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