Blog do Victão

Atlético e seu velho dom de complicar jogos fáceis. Sensação foi de alívio com o apito final

Zaracho usou a camisa 10 do Atlético para homenagear Maradona (Pedro Souza/Atlético)

Mesmo bastante desfalcado o Atlético entrou em campo com muito favoritismo para o duelo com o Botafogo. E o Galo venceu, como era o esperado no confronto entre o líder e um time que segue a passos largos para a Série B do Campeonato Brasileiro. O triunfo por 2 a 1, no entanto, teve momentos de tensão mesmo sem o Atlético ter a vitória ameaçada.

O Botafogo se recusou a jogar nos primeiros 45 minutos. Se limitou a defender. O Galo fez 1 a 0 e não forçou mais. Levou a partida num ritmo cadenciado por cerca de 30 minutos, até o término da primeira parte. Logo no começo da etapa final o segundo gol. Uma vitória tranquila era tudo o que o torcedor atleticano mais queria nesta triste noite, horas depois da morte de Diego Armando Maradona.

Mas o Atlético tem o velho dom de complicar partidas fáceis. Tanto é que o Botafogo diminuiu o placar logo em seguida. O gol botafoguense foi aos 7. Portanto, seriam mais 38 minutos de jogo com apenas um gol de vantagem, sem contar o acréscimo. Foi nisso aí que o atleticano ficou tenso. O histórico do clube diante do rival, algoz em diversas oportunidades, e os tropeços em outros momentos decisivos.

Enfim, o cenário era de empate na visão dos mais pessimistas. O temor de deixar mais dois pontos pelo caminho ficou ainda maior depois do pênalti perdido por Keno. Diego Cavalieri defendeu sem dar rebote. Naquele momento, aos 34, o torcedor mais ranzinza já tinha certeza no segundo gol botafoguense.

Em campo, o Atlético não tinha tanta dificuldade. O Botafogo pouco ou quase nada ameaçava o gol de Rafael. É verdade que teve uma boa chegada nos minutos finais, com uma finalização que passou por cima da meta. Mas o temor estava mais na cabeça dos atleticanos do que propriamente no futebol apresentado pelo Botafogo.

Aos 50, com o apito final, a sensação de muitos atleticanos foi de alívio. Ganhar do Botafogo, uma asa negra para o Galo, não tropeçar numa partida fácil, ter Hyoran como o melhor em campo e seguir na liderança do Brasileirão mesmo meio a um surto de Covid-19. Motivos para o atleticano renovar a esperança na conquista do título que não vai para a sede de Lourdes desde 1971.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.