Blog do Victão

Atlético é o líder do Brasileirão. Uma liderança com sabor amargo e grande dose de soberba

Camisa especial que o Atlético usou diante do Coritiba (Pedro Souza/Atlético)

Atual campeão brasileiro, o Atlético precisou de apenas três rodadas para assumir a ponta na edição 2022. No ano passado, por exemplo, o Galo tirou o Palmeiras do primeiro lugar somente na 15ª rodada, após a vitória sobre o Juventude, por 2 a 1, no Alfredo Jaconi. Agora, a liderança que chegou após o empate com o Coritiba, em 2 a 2, no Independência.

Bom? Nem tanto. O atleticano não comemorou o ponto que colocou o Galo à frente do Corinthians. O atleticano lamentou bastante os dois pontos deixados pelo caminho diante de um Coritiba bem treinado. O Atlético vencia por 2 a 0 e sobrava em campo. Pelo primeiro tempo no Horto, a sensação era de que seria uma goleada.

Nos primeiros 45 minutos, o Galo teve 65% de posse de bola, finalizou 13 vezes contra apenas cinco do Coxa, trocou 363 passes, quase duas vezes mais do que o adversário, roubou mais bolas. Enfim, o Atlético sobrava em campo e nada indicava uma reação da equipe paranaense.

Mas o segundo tempo foi diferente. Já líder do Brasileirão, afinal o Galo entrou em campo ciente da derrota do Corinthians para o Palmeiras, e com uma partida complicada da Copa Libertadores pela frente, o time não jogou. A escolha foi por levar em banho-maria o os últimos 45 minutos, afinal era apenas uma questão protocolar garantir mais um triunfo no Brasileirão.

A postura do Atlético me pareceu carregada de soberba. Sabedor de que era muito superior ao adversário, como visto na etapa inicial, o atual campeão brasileiro deixou de jogar, para esperar pelo apito final. Mas não contava que do outro lado o time de Gustavo Morínigo aproveitaria a soberba atleticana. Teve soberba do Galo, mas o Coxa também tem seus méritos.

Foco, vontade e respeito pela metade

Para comemorar a conclusão de 50% das obras da Arena MRV, o Atlético usou uma camisa especial diante do Coritiba. Era uma mistura dos uniformes 1 e 2, a listrada e a branca. Mas assim como a camisa, o foco, a vontade e o respeito ao adversário também estavam pela metade, como definiu Christian Munaier, no Twitter.

“Quando o foco, o desejo e o respeito ao adversário estão como a camisa, pela metade, o resultado não vem por inteiro”, postou o ilustre atleticano.

Fato: o Atlético jogou apenas um tempo.

Igor Paixão

Savarino marcou dois gols, mas o atacante Igor Paixão, do Coritiba foi o cara do jogo. Um atacante arisco, habilidoso e de enorme potencial. Um gol e uma assistência. Não é de hoje que Igor Paixão mostra qualidade. Olho nele.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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