Blog do Victão

América é o único clube de BH que não falhou no planejamento da temporada. E a semi é logo ali

América venceu o Internacional no Beira-Rio (Estevão Germano/América)

Planejamento está entre as palavras mais citadas pelos envolvidos com o futebol entre o final de um ano e o começo de outro. Desde jogadores, dirigentes, treinadores, imprensa e até torcedores. Planejamento está presente em quase todas entrevistas concedidas durante as férias e a pré-temporada. Foi assim com América, Atlético e Cruzeiro na virada de 2019 para 2020. Mas entre os três clubes de Belo Horizonte apenas o Coelho acertou no tão falado planejamento.

O Atlético está na briga pelo Campeonato Brasileiro e pode ser campeão depois de quase 50 anos. O Cruzeiro ensaia uma reação desde a chegada de Felipão e pode até conseguir uma arrancada histórica e conquistar o acesso. Mas ambos mudaram o planejamento no decorrer da temporada.

A Raposa passou por quase tudo em 2020. Teve duas eleições para presidente, está no quarto treinador e já utilizou vários jogadores. Alguns, que aturam durante o Campeonato Mineiro, é possível que o torcedor nem se lembre mais deles. Aquilo que foi planejado para a temporada se desmanchou rapidamente, com o fiasco no Estadual e mudou novamente após seguidos fracassos na Série B. A chegada de Felipão em outubro é uma prova de como aquilo que foi pensado para 2020 não funcionou.

No Atlético a situação é bem diferente, mas não deixou de ter uma mudança radical no rumo do futebol. O treinador, o diretor e boa parte do elenco não estavam na Cidade do Galo há dez meses. O novo planejamento pode resultar no título do Brasileirão graças ao trabalho de Jorge Sampaoli, mas bem diferente daquilo que a dupla Rafael Dudamel e Rui Costa, treinador e diretor, respectivamente, imaginavam para 2020.

Já no América acontece exatamente o que foi pensado. O acesso em 2019 não aconteceu por um ponto, após uma derrota para o já rebaixamento São Bento, dentro do Independência. Mas nem por isso o trabalho foi jogado no lixo. Pelo contrário. A diretoria manteve a linha de pensamento e melhorou o elenco. No começo do caminho perdeu Felipe Conceição, que aceitou proposta do Bragantino. Buscou Lisca, um técnico com estilo semelhante na montagem do time.

O que era bom ficou melhor. O sucesso na Série B era algo natural e cantado por boa parte da imprensa antes mesmo do início da competição. Como bônus, o ótimo trabalho de todos no Lanna Drumond pode levar o Coelho para a semifinal da Copa do Brasil. No primeiro jogo das quartas, em Porto Alegre, triunfo por 1 a 0 sobre o Internacional, com gol de Rodolfo. Pelas chances criadas e noite ruim do adversário, era possível até voltar para BH com um resultado melhor.

Na próxima quarta-feira, no Independência, tem mais 90 minutos e o América joga por vitória ou empate. Uma enorme vantagem diante do Inter que é líder do Brasileirão, mas que estreou o técnico Abel Braga com um semblante abatido e com a sensação de não saber o que fazer. A semifinal da Copa do Brasil é logo ali…

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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