Blog do Victão

A culpa não é só do Vargas. O Atlético regrediu 20 casas em relação ao Campeonato Brasileiro

Atlético foi muito mal diante do Cruzeiro (Pedro Souza/Atlético)

Numa análise simplista o atleticano vai apontar Vargas como culpado pela derrota do Atlético para o Cruzeiro. O atacante teve a chance de abrir o placar quando a partida ainda estava 0 a 0. Parou em Fábio, mesmo como tempo e espaço para conduzir a bola e tomar uma decisão melhor. O Galo foi derrotado por 1 a 0, num clássico que era amplo favorito.

Mas a derrota do Atlético não está ligada apenas ao lance de Vargas. O Atlético não jogou. De nada adiantou ter um time muito mais caro e qualificado do que o rival. A equipe montada por Cuca não conseguiu mostrar essa diferença técnica no Mineirão. Fez um clássico de igual com a Raposa.

E, por mais que o Cruzeiro seja um time de Série B e esteja num momento muito ruim, o Cruzeiro não é o Coimbra. O Cruzeiro não é o Pouso Alegre. O Cruzeiro, mesmo ruim, é o Cruzeiro. É o rival e merece respeito.

Voltando ao lance do Vargas, que aconteceu aos sete minutos do segundo tempo. O que o Atlético levou de perigo ao gol defendido por Fábio durante o primeiro tempo? O que o Atlético conseguiu criar depois que levou o primeiro gol? Nada. A resposta é nada.

O Atlético de 2020 ficou na terceira colocação no Campeonato Brasileiro do ano passado. Muita gente ficou frustrada com Jorge Sampaoli, afinal de contas faltou uma vitória para o título. É verdade que o time deixou a desejar em algumas partidas, mas existia um modo de jogar. Na verdade, jogava, não se limitava aos chutões.

O Atlético de 2021, até o momento, é decepcionante. Não jogou contra a Caldense. Não jogou bem contra o Pouso Alegre e nem precisa dizer que não foi nada bem contra o Cruzeiro. Um péssimo jogo. De novo. Se bastava a Cuca ajustar o que não deu certo na temporada, neste momento a sensação é que o Galo regrediu umas 20 casas.

De nada adianta ter um cara como Nacho Fernandez se a bola não passar pelo meio de campo. De nada adiante ter o Keno se ele não receber bolas em condições de driblar. De nada adianta ter o Arana se ele não tiver o corredor para atacar. De nada adiante ter um outro monte de caras se o time ficar dependendo apenas da individualidade.

Pior do que a derrota no clássico, foi a falta a atuação do Atlético.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.