Blog do Victão

A camisa 7 de Jô ficou bem com Hulk. Mas fica a pergunta: o Atlético não pode ser mais corajoso?

Hulk usa a camisa e é o grande nome do Atlético em 2021 (Pedro Souza/Atlético)

Uma vitória de virada, fora de casa, diante de um clube tradicional sempre vai empolgar qualquer torcida. Não é diferente com os atleticanos, especialmente quando esse triunfo é sobre o Corinthians. Foi a terceira virada do Galo consecutiva sobre a equipe paulista, duas delas em São Paulo. A vitória por 2 a 1 coloca o Galo com 25 pontos, mesma pontuação do líder Palmeiras, que agora tem um jogo a menos.

O Atlético está forte na briga pelo título nacional. Muito em função do camisa 7. Hulk é um dos jogadores mais decisivos em atividade na América do Sul. São nove participações diretas em gols neste Brasileirão, seja como o autor do tento (5) ou o responsável pela assistência (4). Fora as jogadas construídas por ele que terminaram com a bola nas redes adversárias, como foi diante do São Paulo e do América.

Contra o Corinthians coube a Hulk decidir mais uma vez. Uma bela cobrança de falta e uma finalização de perna direta, ambas sem defesa para Cássio, que foi o melhor jogador do Corinthians neste sábado. Apesar de trabalhar apenas na etapa final, já que no primeiro tempo o Galo ficou devendo. E isso vou abordar mais abaixo. O momento é de lembrar de Jô. O antigo dono da camisa 7 atleticana.

Jô foi campeão da Libertadores com o Galo, em 2013. Foi o artilheiro daquele torneio e marcou gol na final. Neste sábado, mais uma vez como adversário, o centroavante teve a bola para fazer o segundo gol corintiano. Mas parou em Everson e depois na trave. Não que precisasse, mas foi uma transferência simbólica da camisa 7 do Atlético. Um atleta que fez sua história pelo clube e outro que em pouco meses já conqustou a torcida e ainda tem muito a entregar.

Será que dói jogar bom futebol?

O atleticano eufórico vai lembrar da etapa final. Quando o Galo foi muito superior ao Corinthians e conseguiu a virada. É verdade que o Timão teve suas chances, mas Cássio trabalhou muito mais do que Everson. Por outro lado, o primeiro tempo do Atlético foi pífio. Não outra maneira para descrever os primeiros 45 minutos da equipe mineira na Arena Corinthians.

Por mais que do outro lado estivesse uma das mais tradicionais camisas do país, a diferença técnica entre Corinthians e Atlético tem o mesmo tamanho da Rodovia Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo. Mas não foi o que se viu na primeira etapa. Foi um jogo igual. Um Galo poderoso em nomes, mas que não impõe seu futebol. Assim como foi diante do Boca Juniors e em diversas outras oportunidades em 2021. Por vezes o Atlético vence mesmo sem jogar bem, afinal de contas tem um dos três melhores elencos do futebol brasileiro e jogadores que decidem.

A derrota parcial no primeiro tempo provocou uma mudança de Cuca. Não foi a simples troca de Nathan por Sasha, foi a mudança na postura do time em campo. O Atlético foi para o jogo. Colocou a bola no chão e ditou o ritmo. Fez por merecer a virada. Foi para jogar assim que a diretoria alvinegra montou este elenco. Para quem tem Nacho e Hulk, além de um elenco tão recheado, basta um pouco mais de coragem para fazer o atleticano sonhar alto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Multicampeão

Sonha mais cuidado pra não cair da cama

Gustavo Luiz Bianchetti

Ou cair pra série C, Maria!! Kkkkkk