Blog do Victão

Um novo Cruzeiro: 11 jogadores que enfrentaram o São Raimundo em 2020 não estão mais na Toca

O Cruzeiro mudou bastante o time em um ano (William Roth/Light Press/Cruzeiro)

Pelo segundo ano consecutivo o adversário do Cruzeiro na 1ª fase da Copa do Brasil é o São Raimundo. Assim como fez em fevereiro de 2020, a Raposa vai até Boa Vista, em Roraima, para enfrentar para buscar a classificação à 2ª fase e R$ 1,3 milhão em prêmio – já tem R$ 1,1 milhão garantido. Mas o time que vai agora, em 2021, é bem diferente daquele do ano passado.

No empate em 2 a 2, no jogo realizado em 13 de fevereiro, o Cruzeiro estava saindo do olho do furacão. Pouco mais de dois meses depois do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. E após um mês de janeiro em que o técnico Adilson Batista não sabia nem com quem poderia contar para treinar.

Era um Cruzeiro arrasado pela diretoria encabeçada por Wagner Pires de Sá, que havia renunciado ao cargo algumas semanas antes.

Sérgio Santos Rodrigues tomou posse em junho, após a eleição no fim de maio. Desde então o discurso é de um novo Cruzeiro. Se fora de campo a torcida ou parte dela ainda questiona bastante, dentro das quatro linhas muita coisa já mudou. E o jogo com o São Raimundo é um exemplo perfeito.

Dos 14 jogadores utilizados pelo técnico Adilson Batista naquela noite de 13 de fevereiro, 11 não estão mais na Toca da Raposa. Inclusive o técnico. Adilson já deixou o clube também. O goleiro Fábio é o único titular remanescente, considerando a escalação que começou o Campeonato Mineiro, no empate com o Uberlândia.

Fábio, Edílson, Cacá, Leo e João Lucas; Edu e Adriano; Alexandre Jesus, Maurício (Arthur) e Jhonata Robert (Judivan, depois Pedro Bicalho); Roberson. Esse foi o time escalado por Adilson Batista e as três alterações feitas por ele. Vale lembrar que a partida aconteceu antes da pandemia causada pelo novo coronavírus. Portanto, ainda não era permitido fazer cinco alterações.

O goleiro Fábio, o zagueiro Leo e o volante Adriano seguem na Toca da Raposa. Os demais saíram por diversos motivos. Alguns vendidos, emprestados, outros dispensados e até quem simplesmente foi embora.

Em campo já é um novo Cruzeiro. Ainda não é aquele que a torcida merece e quer ver. Mas está melhor do que estava em 2020. É uma caminhada longa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.