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Sóbis com a 10 do Cruzeiro: missão é resgatar a mística da camisa após Thiago Neves e Régis

Rafael Sóbis deu uma assistência no primeiro jogo com a 10 (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

O Cruzeiro divulgou no final de semana os números dos contratados para a temporada 2021 e também a mudança na numeração de alguns remanescentes. O lateral-esquerdo Matheus Pereira, por exemplo, deixou a 36 e pegou a 6. Já o atacante Airton trocou a 77 pela 7. Mas a mudança de maior impacto foi com Rafael Sóbis, agora o novo camisa 10 celeste. Não mais o 23, como foi em 2020.

A escolha de Rafael Sóbis para ser o camisa 10 do Cruzeiro não foi um acaso. O atacante é visto como um jogador capaz de recuperar a mística do número, que é bastante forte na história da Raposa. Rapidamente, sem pesquisar, é possível lembrar de caras como Dirceu Lopes, Palhinha, Alex e Arraescata.

Tem camisas no futebol que por si só carregam muita história. É o que acontece com camisa do número 10 do Cruzeiro. Geralmente usado por um grande craque, por alguém capaz de conduzir o clube às conquistas. Os jogadores citados acima são ótimos exemplos. Todos foram campeões nacionais ou continentais pela Raposa.

E logo no primeiro jogo de Sóbis com a 10, no empate com o Uberlândia, foi dele o passe para o gol de Cáceres. Um começo animador. Porém, em 2019 e 2020, a camisa 10 do Cruzeiro não foi muito bem representada.

Thiago Neves

Primeiro foi Thiago Neves, que herdou o número após a saída de Arrascaeta, que trocou o Cruzeiro pelo Flamengo. O TN30 virou TN10 e saiu da galeria de ídolos para se tornar vilão na Toca da Raposa. O meia disputou 41 partidas na temporada, por Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores.

Foram nove gols marcados e sete assistências. Número modestos para um camisa 10 do Cruzeiro. Mas nem foi por isso que Thiago Neves entrou de forma negativa na história do clube estrelado. O meia foi um dos protagonistas no rebaixamento celeste. O pênalti perdido diante do CSA, a poucas rodadas do fim do Brasileirão, foi seu último momento marcante no Cruzeiro. Infelizmente, de forma bastante negativa.

Régis

Por último, a camisa 10 do Cruzeiro esteve com Régis. O meia chegou emprestado pelo Bahia e com a tarefa de brilhar na Série B. Não conseguiu. Em 29 partidas com a camisa celeste foram somente três gols e quatro assistências. Reserva no time de Felipão, ele deixou a Toca da Raposa antes mesmo do fim da temporada. Sem deixar saudades.

Vale lembrar que no ano passado, antes de Régis, Rodriguinho vestiu a camisa 10 do Cruzeiro em duas oportunidades, ambas pelo Campeonato Mineiro. Mas em seguida ele partiu para o Bahia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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