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Sampaoli recusou proposta árabe de R$ 52,5 milhões antes de trocar o Atlético por Marselha

Sampaoli durante seu último dia na Cidade do Galo (Pedro Souza/Atlético)

O ciclo do técnico Jorge Sampaoli no Atlético se encerra nesta quinta-feira (25) à noite. De um dos camarotes do Mineirão, afinal ele está suspenso, o argentino vai acompanhar o time no duelo com o Palmeiras, às 21h30, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Já nesta sexta (26) Sampaoli deve embarcar para a França para assinar contrato com o Olympique de Marselha.

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Engana-se quem pensa que a escolha do treinador teve como prioridade a oferta financeira. Muito pelo contrário. Retornar ao futebol europeu era o grande desejo de Sampaoli, desde que topou vir para o futebol brasileiro. Tanto que antes de aceitar a proposta do OM o argentino foi procurado pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita.

A oferta era de um salário anual de 8 milhões de euros, ou R$ 52,5 milhões na cotação atual do Real. Simplesmente quase R$ 4,4 milhões mensais, mais do que o dobro acertado com o Atlético. Mas aos 60 anos de idade e já com uma condição financeira consolidada, não é dinheiro que Sampaoli procura. É desafio. E desafio contra os melhores. Algo que ele vai encontrar na Europa, nas grandes ligas e nos torneios continentais.

Para entender o que passa pela cabeça do treinador argentino é preciso voltar quase quatro anos no tempo. Em maio de 2017 ele trocou o Sevilla pelo sonho de comandar a seleção argentina em uma Copa do Mundo. Apesar da boa temporada na Espanha, com o quarto lugar na Liga e a eliminação nas oitavas de final da Copa dos Campeões, o fiasco com a Argentina, na Rússia, fechou as portas do continente europeu para Sampaoli.

Ser protagonista na Europa é uma das metas do técnico. Em baixa no mercado, o futebol brasileiro foi visto como uma ponte para voltar ao Velho Continente. O vice-campeonato nacional com o Santos, em 2019, não foi suficiente. Cobiçado e bastante valorizado pelos clubes locais, mas nenhuma oferta da região que ele mais desejava.

No Atlético uma nova chance. Como o trabalho foi inferior ao que ele fez no Santos, tudo caminhava para mais uma temporada no Brasil. Sampaoli até ensaiou uma renovação de contrato. Mas coincidiu de pintar uma vaga em um clube que Marcelo Bielsa fez sucesso.

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Sampaoli é classificado como “Bielsista”, adepto ao estilo de jogo do treinador que atualmente está no Leeds, da Inglaterra. Foi então que o Olympique de Marselha fez o convite e rapidamente o técnico decidiu abandonar o projeto atleticano.

Os petrodólares não foram capazes de seduzir o argentino. Mas a possibilidade de fazer carreira na Europa era o que ele mais desejava. Agora, sem chance de ser chamado por alguma grande seleção, Sampaoli espera, enfim, fincar seu nome no futebol europeu.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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