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Não de Conca e Tomás Andrade torcedor. Atlético tem histórias com meias do River antes de Nacho

Nacho Fernández foi um dos grandes nomes do River nos últimos anos (Divulgação/Atlético)

Nacho Fernández chegou a Belo Horizonte no domingo (21). Um dos principais jogadores do River Plate, o meia de 31 anos foi contratado para ser um dos protagonistas do Atlético na temporada 2021. Não é novidade na história atleticana a investida em jogadores de criação que tem o clube de Nuñez, em Buenos Aires, como origem.

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Certamente o caso mais emblemático é do também argentino Darío Conca, que em 2006 rejeitou assinar com o Galo. O motivo da recusa foi a Série B. Rebaixando no ano anterior, o Atlético disputaria a Segunda Divisão naquela temporada e Conca não aceitou o desafio.

Conca chegaria à Cidade do Galo para facilitar a liberação do zagueiro paraguaio Júlio César Cáceres. O defensor estava emprestado ao Atlético pelo Nantes, da França, e tinha proposta do River Plate. Com a meta de jogar a Copa do Mundo daquele ano, Cáceres pediu para ser liberado. O Galo tinha a proteção de uma multa de R$ 22 milhões.

Mas como devia dinheiro para o zagueiro, que não queria seguir em Belo Horizonte, o Atlético aceitou liberar o defensor em troca de um meia. Conca era o nome favorito, após se destacar durante o período em que esteve emprestado ao Universidad Católica, do Chile. Mas o argentino não aceitou jogar a Série B.

Um ano depois ele estava no futebol brasileiro, para defender o Vasco. Foi muito bem e assinou com o Fluminense na sequência. E foi no clube das Laranjeiras ele fez história, inclusive com o título do Brasileirão de 2010. Com a negativa de Conca, o Galo recebeu o argentino Jonathan Fabbro, que se naturalizou paraguaio posteriormente e ficou mais conhecido pelo relacionamento com a modelo Larissa Riquelme do que pelo futebol.

Tanto que a passagem pela Cidade do Galo durou cerca de quatro meses, com quatro jogos, nenhum gol e uma expulsão.

A outra experiência foi com Tomás Andrade, em 2018, que chegou ao Atlético com apenas 21 anos, emprestado pelo River Plate para ganhar mais minutos em campo. O argentino chegou para compor elenco, numa época bem diferente de agora. Se atualmente o Galo se dá ao luxo de gastar mais de R$ 40 milhões para buscar um dos principais jogadores do futebol sul-americano, há três anos reforçou o elenco basicamente com jogadores emprestados.

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Tomás Andrade ficou uma temporada no Atlético. Ao todo foram 31 partidas e três gols marcados. Apesar de não conquistar títulos, de não se firmar na equipe titular e ter apenas alguns bons momentos, o meia argentino se mostra bastante atleticano nas redes sociais. São constantes os comentários sobre o Galo, desde resultados de jogos a elogios às camisas lançadas em 2020.

Por tudo citado acima, não há margem de comparação com Nacho Fernández. Aos 31 anos o meia é um jogador pronto, uma das contratações mais caras da história do Atlético e que vem para o futebol brasileiro para ser protagonista.

Fernández passou por uma cirurgia de vericocele (vasos testiculares) realizada em janeiro. Por esse motivo ele ficou afastado das atividades no River Plate durante o período, mas já está recuperado. Entretanto, como deve levar um tempo a mais para entrar em forma, a tendência é que Nacho precise de pelo menos 20 dias para ter condições de jogo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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