Blog do Victão

Melhor da fase de grupos venceu a Libertadores quatro vezes em 30 anos. Três foram desde 2013

O atual campeão Palmeiras foi quem fez a melhor campanha na fase de grupos em 2020 (Cesar Greco/ Palmeiras)

Nesta terça-feira o Atlético pode confirmar a melhor campanha da fase de grupos da Copa Libertadores. O Galo recebe o Deportivo La Guaira, às 21h30, no Mineirão, pela 6ª rodada do Grupo H. Com 13 pontos conquistados, o time alvinegro precisa de uma vitória simples para terminar esta etapa do torneio com o melhor desempenho geral.

Ter a melhor campanha na fase de grupos garante o direito de decidir todos os mata-matas como mandante. O próprio Atlético se aproveitou muito bem disso em 2013, quando foi campeão. O Galo bateu São Paulo, Tijuana, Newell’s Old Boys e o Olímpia, sempre fechando os confrontos em Belo Horizonte.

O atual campeão da Libertadores é o Palmeiras, que em 2020 também teve a melhor campanha na fase de grupos.

Mas o comum na Libertadores é bem diferente dos exemplos citados. Somente em quatro das últimas 30 edições o time com melhor desempenho na fase de grupos terminou com o título. Além dos dois brasileiros mencionados, River Plate, em 1996, e Atlético Nacional, em 2016, completam a lista.

Veja abaixo como terminou cada time que foi o melhor da fase de grupos:

Ano Melhor da fase gruposResultado finalCampeão
1991América de CaliQuartasColo-Colo
1992Newell’s Old BoysVice-campeãoSão Paulo
1993UniversitárioOitavasSão Paulo
1994BolívarQuartasVélez Sarsfield
1995San LorenzoOitavasGrêmio
1996River PlateCampeãoRiver Plaete
1997Colo-ColoSemifinalCruzeiro
1998River PlaeteSemifinalVasco
1999CorinthiansQuartasPalmeiras
2000América de CaliOitavasBoca Juniors
2001VascoQuartasBoca Juniors
2002América do MéxicoSemifinalOlimpia
2003CorinthiansOitavasBoca Juniors
2004SantosQuartasOnce Caldas
2005River PlateSemifinalSão Paulo
2006Vélez SarsfieldQuartasInternacional
2007SantosSemifinalBoca Juniors
2008FluminenseVice-campeãoLDU
2009GrêmioSemifinalEstudiantes
2010CorinthiansOitavasInternacional
2011CruzeiroOitavasSantos
2012FluminenseQuartasCorinthians
2013AtléticoCampeãoAtlético
2014Vélez SarsfieldOitavasSan Lorenz
2015Boca JuniorsOitavasRiver Plate
2016Atlético NacionalCampeãoAtlético Nacional
2017AtléticoOitavasGrêmio
2018PalmeirasSemifinalRiver Plate
2019PalmeirasQuartasFlamengo
2020PalmeirasCampeãoPalmeiras

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Teobaldo

Nas condições atuais, sem a presença de público, a importância de decidir em casa mostra-se visivelmente arrefecida. Na Europa existe um estudo comparando os resultados dos jogos de mandantes com e sem a presença de público nos campeonatos Inglês, Espanhol, Português e Italiano. Enquanto com a presença de público, os mandandes saem sem perder em 73% dos jogos (achei exagerado), aproximadamente, sem a presença de público esse percentual cai para 48% (achei a queda exagerada também). O autor do trabalho (esqueci o nome do cara) afirma que tal variação se deve aos seguintes fatores: (1) pressão da torcida sobre o árbitro; (2) maior pressão dos jogadores em relação às decisões do árbitro: (3) acréscimo no tempo de jogo além do razoável e (4) maior número de gols dos mandantes após o tempo normal de jogo. Abraços!