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Medo do Réver e do Alonso? Que nada! Rival do Atlético na Libertadores sobreviveu a dois tiros

Camisa 9 do Deportivo La Guaira, Charlis Ortiz foi baleado duas vezes (Facebook/La Guaira)

O Deportivo La Guaira é um clube desconhecido para o público brasileiro. Pouco se sabe sobre a equipe venezuelana que enfrenta o Atlético nesta quarta-feira (21), às 19h, pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. No gramado do Estádio Olímpico da Universidade Central da Venezuela, em Caracas, na Venezuela, estará em campo um jogador que foi alvo de dois tiros e sobreviveu.

É o atacante Charlis Ortiz, inscrito na Libertadores com a camisa 9. O jogador de 34 anos (completa 35 em julho) foi baleado duas vezes durante uma festa, em abril de 2015. Na ocasião ele também defendia o La Guaira, que até divulgou uma nota oficial confirmando o ocorrido.

Ortiz levou um tiro no braço e outro na costela. Motivo pelo qual passou por uma cirurgia e, felizmente, tudo correu bem. O atacante não correu risco de morte e logo depois retomou a carreira. Ele atuou por Deportivo Anzoátgui e Mineros de Guayana depois disso, antes de retornar ao Deportivo La Guaira.

Com uma história dessa, certamente não é Réver e Junior Alonso que vão colocar medo no atacante venezuelano. Por outro lado, os números de Ortiz também não são para assustar a defesa atleticana. No futebol local a média dele é de um gol a cada quatro partidas. Quando se fala de jogos internacionais, o atacante do Deportivo La Guaira precisa de pelo menos dez jogos para marcar um gol.

E Ortiz não foi o único jogador baleado na confusão. O também atacante Adalberto Peñaranda levou um tiro na perna esquerda. Considerado uma promessa do futebol venezuelano, que Peñaranda tinha 17 anos à época. Atualmente ele está no CSKA Sofia, da Bulgária. Mas já atuou por Udinese, da Itália, pelos espanhóis Granada e Málaga e também pelo Watford, da Inglaterra.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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