Blog do Victão

Felipe Conceição disse que Cruzeiro foi roubado. Agora ele pode até ser processado pelo árbitro

Erros de arbitragem irritaram Felipe Conceição (Bruno Haddad/Cruzeiro)

O Cruzeiro se sentiu prejudicado pela arbitragem nas duas primeiras rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Um pênalti não marcado diante do Confiança e um gol não validado contra o CRB são as duas principais queixas do clube celeste. Na entrevista coletiva após o segundo revés na competição, nesse domingo, no Mineirão, o técnico Felipe Conceição não aliviou. O treinador cruzeirense chegou a dizer que a arbitragem rouba a Raposa.

“São várias situações dentro de uma partida que você sente que estão mal intencionados. Que estão puxando para o outro lado. Isso é um absurdo. Aqui a gente trabalha todos os dias de maneira honesta e tem um trio de arbitragem que vem e rouba a gente. Até quando a gente vai aguentar isso no futebol brasileiro?”.

Uma declaração forte e que pode fazer com que o comandante celeste seja processado. Os árbitros envolvidos nas partidas diante do Confiança e do CRB, André Rodrigo Rocha e Douglas Marques das Flores, respectivamente, podem processar Felipe Conceição alegando dano moral e calúnia.

O técnico do Cruzeiro poderia ter feito uma crítica profissional. Dizer que o juiz de futebol em questão é ruim, fraco ou que não enxerga direito. Mas ao dizer que teve roubo, Conceição pode ter de provar na Justiça, caso seja de interesse dos árbitros envolvidos nas duas primeiras partidas do Cruzeiro na Série B.

E o futebol mineiro tem precedente neste tipo de situação. Em 2010 o árbitro Ricardo Marques Ribeiro apitou duelo entre Cruzeiro e Ipatinga, pela semifinal do Estadual, e errou bastante. Mas mesmo assim o time do Vale do Aço venceu e avançou à final. A arbitragem ruim de Ricardo Marques Ribeiro virou tema de uma charge feita pela pelo cartunista Duke, dos jornais O Tempo e Super.

“Primeiro o juiz assaltou o Tigre, em seguida o Tigre atropelou a Raposa!!!”. Era o texto da ilustração e que rendeu processo por danos morais. Justamente por usar a palavra assalto que Duke e a Sempre Editoria, proprietária dos jornais citados acima, foram condenados e tiveram de pagar R$ 15 mil, além de publicar no jornal Super três notas em três edições consecutivas constando a “abusividade” da charge.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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