Blog do Victão

Empresários têm interesse em fazer acordo com o Cruzeiro por cobrança de R$ 330 milhões. Mas é uma bomba que vai ficar para gestões futuras

Dedé ficou até julho de 2021 no Cruzeiro (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Um mandado judicial determinou que o Cruzeiro tem 15 dias para pagar R$ 330 milhões a um grupo de empresários que ajudaram o clube na compra do zagueiro Dedé, realizada em 2013. A notícia caiu como uma bomba, mas não é bem assim. Pelo menos agora. De fato o departamento jurídico da Raposa vai ter muito trabalho, mas essa bomba não será desarmada pela gestão de Sérgio Santos Rodrigues.

Embora o Cruzeiro tenha 15 dias para realizar o pagamento de R$ 330 milhões ou então quitar 30% da quantia e parcelar o restante em seis vezes, o clube também pode recorrer. E é isso que vai acontecer. É uma batalha que vai se estender por muito tempo na Justiça. Em nota, o Cruzeiro foi enfático e garantiu que “em hipótese alguma haverá o pagamento do valor neste momento”. E o clube tem razão.

Como se trata de uma ação complexa e que cabem muitos recursos, não é algo que será resolvido ainda nesta gestão, por mais que os empresários já tenham sinalizado o interesse de fazer um acerto. Embora a cobrança seja acima R$ 30 milhões, o Blog apurou que existe o interesse dos empresários em acertar por uma quantia bastante inferior.

Leia mais sobre o ‘caso Dedé’ no Superesportes

Justiça cita Cruzeiro a pagar R$ 330 milhões a investidores de Dedé

Mas como o Cruzeiro tem o direito de contestar a cobrança o direito de se defender e, na pior das hipóteses, até de para ganhar tempo, o clube não vê necessidade de sentar neste momento para fazer um acordo e vai deixar a ação rolar. Portanto, essa bomba, se necessário, será desarmada somente por um futuro presidente.

O caso

Em abril de 2013 o zagueiro Dedé trocou o Vasco pelo Cruzeiro. A operação só foi possível por causa da participação de um grupo de empresários, que pagaram cerca de R$ 14 milhões ao clube carioca. Como na época os direitos dos jogadores ainda podiam ter a participação de terceiros, não há nada de irregular no contrato firmado entre as partes. Em julho de 2021 o defensor rescindiu com o clube, sem nenhum retorno financeiro para os investidores. Está aí o motivo da cobrança.

Portanto, cabe à Justiça determinar a legalidade da multa de R$ 330 milhões e se o Cruzeiro tem mesmo de pagar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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José Antonio

Foi usando essa tática de “empurrar a dívida com a barriga” que esse time chegou nessa situação… Uma hora a conta vai chegar e terão que pagar…. Vale o que está no contrato assinado por pessoas eleitas legalmente para representar o clube…..

Rafael Macedo Santos

Ja tem previsão da data da baixa do CNPJ?