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Cruzeiro lança novo manual de aplicação da marca e retira coroa do escudo depois de 17 anos

Novo escudo do Cruzeiro já na arte para o jogo com o Náutico (Divulgação Cruzeiro)

Na quinta-feira (21) o Cruzeiro comunicou um novo acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Na imagem que usou para ilustrar a nota e também para fazer a divulgação nas redes sociais, o clube usou o escudo sem a coroa. Algumas pessoas notaram a diferença. Algo que soou como um erro, já que em posts seguintes estava lá a coroa acima do distintivo do Cruzeiro. Mas não foi um erro, o clube realmente fez alterações.

A principal mudança e mais fácil de ser notada é a saída da coroa, que ficava acima escudo. Outra alteração, mas não tão perceptível assim, está no tom de azul adotado. Voltou um azul mais escuro. Em 2015, então a última mudança no escudo celeste, o clube adotou um azul mais claro em relação ao tradicional. Além de ter diminuído alguns detalhes da coroa.

A presença da coroa no escudo celeste era uma alusão aos títulos conquistados na temporada 2003. A equipe comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo venceu de uma só vez o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

Assim surgiu Tríplice Coroa do Cruzeiro. A inspiração veio do futebol europeu, que denomina assim o time que consegue vencer três títulos dentro de uma mesma temporada. A diferença é que na Europa não existe estadual. Para ser considerada detentora de Tríplice Coroa uma equipe precisa vencer o campeonato nacional, a copa nacional e a copa continental, que no caso deles é a UEFA Champions League.

A inclusão da coroa no escudo cruzeirense aconteceu em 2004, logo após a Tríplice Coroa. E fez parte de alguns uniformes, de produtos oficiais e de todo conteúdo produzido pelo clube desde então. Os manuais de aplicação da marca do clube tratavam o uso da coroa como obrigatório. Agora não mais, como no documento mais recente, que tem 67 páginas e está disponível no site oficial do Cruzeiro.

Embora o uso da coroa não seja mais obrigatório, ela ainda pode ser utilizada. Assim com as taças da Copa Libertadores, como foi na camisa utilizada pela equipe de 2003. As taças continentais referentes a 1976 e 1997 estavam acima do escudo do Cruzeiro.

A utilização da coroa sempre gerou debates entres o cruzeirenses. Há quem aprova e também tem aqueles que são contra. Esse debate deve voltar a ficar mais intenso nos próximos dias. Durante um período, a coroa era tida por alguns como um símbolo de azar. Pois o Cruzeiro ficou quase uma década sem ganhar títulos importantes. Isso logo após alterar o escudo e incluir a coroa. Algo que durou até 2013, ano em que o clube venceu mais um Brasileirão e acabou com a tal maldição, se é que ela realmente existiu.

E você? Prefere o escudo com ou sem a coroa? Comente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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