Blog do Victão

Bastidores da final: Lisca gritando, jogadores do América provocando e árbitro do VAR encarando

Lisca estava bastante irritado depois da final do Campeonato Mineiro (Mourão Panda/América)

O clima foi quente nos corredores do Mineirão depois da final do Campeonato Mineiro. Jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes do América estavam inconformados com a arbitragem. A reclamação foi por um possível pênalti nos momentos finais da partida com o Atlético. Comentei sobre o lance aqui.

Com o empate sem gols o título ficou com o rival alvinegro. A indignação era toda contra árbitros e funcionários da Federação Mineira de Futebol (FMF). Um dos mais irritados era o técnico Lisca. Se na entrevista gravada e divulgada pela assessoria de imprensa do América o treinador usou um tom mais brando para reclamar, nos corredores do Mineirão parecia outra pessoa.

Lisca deixou o vestiário e retornou ao gramado, depois que os jogadores do Atlético já haviam deixado o local e funcionários da FMF desmontavam a estrutura utilizada na premiação do time vencedor. “Vergonha! Vergonha!”. Lisca não poupava nenhum funcionário da entidade.

“Foi pênalti, não foi?”

A pergunta acima foi feita por Lisca a um repórter que ainda estava no gramado do Mineirão. Mas ao perceber a irritação do treinador do América, o jornalista evitou dar uma opinião. Ficou em cima do muro. Não disse sim e nem disse não. Mas não adiantou nada. Lisca ficou ainda mais irritado.

Os gritos de vergonha e a ira de Lisca não geraram nenhuma discussão com representantes da FMF. Os funcionários da entidade não caíram na pilha e o treinador deixou o gramado quando viu que não tinha ninguém mais para bater boca. “Ele estava insano”, descreveu uma fonte ao Blog.

Provocação dos jogadores e encarada do árbitro do VAR

Emerson de Almeida Ferreira foi o responsável por comandar o VAR na final do Campeonato Mineiro. Junto dele estavam Ricardo Marques Ribeiro, Frederico Soares Vilarinho e Márcio Eustáquio Santiago. Após o fim do clássicos, os integrantes da arbitragem deixaram a cabine do VAR e foram até o gramado do Mineirão.

No caminho, eles cruzaram com jogadores do América. Emerson e Ricardo foram reconhecidos pelos atletas e provocados. “Bando de sem vergonhas”, gritou um boleiro do Coelho.

Ricardo Marques Ribeiro não deu trela e seguiu para o gramado, para encontrar com os árbitros de campo. Já Emerson de Almeida Ferreira não gostou do que ouviu e parou para encarar alguns dos jogadores. Mas não aconteceu nada além disso. Pois logo em seguida ele continuou o percurso até o campo.

Dirigente do América reclamou com diretores da FMF

Um dos mais exaltados era Euler Araújo, membro do Conselho de Administração do América. O dirigente aproveitou o bom trânsito que tem na FMF e foi quem conseguiu conversar com diretores da entidade. Até o presidente Adriano Aro ouviu as queixas de Araújo.

Apesar do o relato de quem estava no local, de que Euler se mostrou bastante irritado, os dirigentes da FMF não relataram nada anormal na conversa com o dirigente do Coelho. Avaliaram a cobrança como “normal por parte de um clube que se sentiu prejudicado”. Além disse, Euler Araújo solicitou acesso aos áudios da cabine do VAR.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Teobaldo

Em relação ao primeiro pênalti, pelo que vi, li e ouvi, há o consenso de que o árbitro errou. Já o segundo pênalti, não constatei esse consenso. Alguns analistas (mesmo ex-árbitros) entendem que houve a falta e outros, não. Na minha opinião o segundo pênalti deveria ter sido marcado. Apesar do exposto chama-me a atenção a incoerência dos dirigentes do Coelhinho Pompom, uma vez que o árbitro marcou a primeira penalidade e, também, não consultou o vídeo, mas em relação a isso eles ficam calados. O fato é que nessas ocasiões sempre reina a hipocrisia, ou seja, quando o time é beneficiado ninguém fala nada; quando se sente prejudicado sempre existe um complô para beneficiar o adversário.

Nayara Medeiros

isso mesmo , alem do mais o america nao ameaçou o gol do galo nos dois jogos, o lance mais perigoso foi esse penalti inexistente, acho que é muito pouco para um time que está na final e descansou os dois jogos a semana inteira, enquanto o galo teve uma guerra de gas lacrimogenio na Colômbia, e uma viagem desgastante no Paraguai, senao o galo tinha ganho facil.

Alex D'ates

O ponto é que embora o VAR seja um avanço, há de se mudar ou considerar inaceitável jogadores e técnicos de futebol “fingirem de égua” ou não entenderem a própria regra do jogo no qual trabalham.
O árbitro não consulta o VAR porque quer. Se ele toma uma decisão e o VAR aceita a decisão dele, o jogo segue. A consulta ocorre apenas quando o juiz não consegue opinar sobre a infração ou a decisão do juiz não é corroborada pelo VAR, o que parece não ter sido o caso.
Em tempo: Me parece que o segundo caso foi um pênalti óbvio. Já o primeiro foi pura bobeira do Igor Rabello, inocência, seguida da malandragem do atacante que mergulhou, seguido do juiz que mordeu a isca.

Ricardo Ribeiro

AMERIQUENSES.Torcedor americano é muito vago.Sugiro “ameriquense”.

Ricardo Ribeiro

AMERIQUENSE.Para torccedor do América.”Americano” fica muito vago,a meu ver…