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Atlético reencontra André: quase R$ 14 milhões de prejuízo, escudo apagado e chegada de Jair

Último jogo de André pelo Atlético foi em fevereiro de 2015 (Bruno Cantini/Atlético)

Neste domingo o Atlético enfrenta o Sport, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, às 20h30, na Ilha do Retiro. Do outro lado estará o atacante André, querido pela torcida do Leão e detestado pela torcida do Galo. O centroavante voltou ao clube pernambucano fazendo gol, o que garantiu o empate com o Internacional, na estreia do Brasileirão. Já com a camisa alvinegra ele coleciona mais momentos ruins do que boas recordações.

Por cerca de seis anos o atacante ostentou o posto de contratação mais cara do Atlético, até ser desbancado por Yimmi Chará. André chegou a Cidade do Galo em 2011, emprestado por uma temporada pelo Dínamo da Kiev, da Ucrânia. O Atlético pagou um valor pelo empréstimo e ainda ficou com 25% dos direitos do atleta. No ano seguinte a equipe mineira comprou o restante. N total foram gastos cerca de R$ 20 milhões somadas as duas operações.

André deixou o Atlético no começo de 2016 e um prejuízo de quase R$ 14 milhões. Perto de ficar sem contrato e sem atuar há quase um ano, o último jogo dele com a camisa alvinegra foi em fevereiro de 2015, o atacante postou uma foto que causou revolta entre os atleticanos. Ele apagou o escudo do Galo. Naquele momento já era certo que ele não seguiria no clube. A atitude foi apenas para acelerar a liberação para o Corinthians.

Dos R$ 20 milhões usados pelo Atlético na contratação de André, somente R$ 6,2 milhões retornaram ao clube. Em 2012 o Santos pagou R$ 4,9 milhões para contar com o jogador por uma temporada, além de ficar com 25% dos direitos numa eventual venda. Já R$ 1,3 milhão vieram do Sport, que pagou os 20% dos direitos que o Atlético manteve depois que liberou o atacante sem custos para o Corinthians.

Dívida do Sport usada na contratação de Jair

Em 2018 o Sport foi rebaixado no Campeonato Brasileiro. Mas um jogador chamou a atenção do Atlético: o volante Jair. O Galo aproveitou o débito que tinha com o Sport para contratar o jogador. O clube mineiro abriu mão da dívida pela venda de André e pagou mais R$ 200 mil para ficar em definitivo com o jogador, além de emprestar o zagueiro Iago Maidana ao Leão.

Rebaixado à Série B e com dificuldades financeiras, não coube outra alternativa à diretoria rubro-negra que não fosse aceitar o negócio. Dois anos e meio depois da negociação, Jair segue em alta entre os torcedores do Atlético.

André teve começo animador e final sonolento

A contratação de André foi para suprir as saídas de Diego Tardelli e Obina. Ao lado de Guilherme ele formaria a dupla de ataque do Galo na disputa do Campeonato Brasileiro de 2011. Ele chegou com a competição em andamento e a estreia foi boa. O Atlético venceu o Fluminense por 1 a 0, em Ipatinga. O atacante entrou durante o segundo tempo e marcou de cabeça logo no primeiro toque na bola. Na terceira partida pelo clube ele fez o gol que garantiu o empate com o Grêmio, em Porto Alegre. Quatro pontos em três rodadas e todos garantidos por André.

Mas não passou de um bom começo. André até marcou mais algumas vezes nas rodadas finais do Brasileirão (terminou a competição com sete gols) e começou bem a temporada 2012, nos jogos do Mineiro e fases iniciais da Copa do Brasil. O estilo de jogo não era do agrado de Cuca, que pediu a contratação de Jô. E, assim, André foi liberado após a chegada de um novo centroavante.

Entre idas e vindas, André passou pelo Santos e pelo Vasco, até retornar ao Atlético. No total foram 81 partidas, 32 gols marcados e três títulos: Mineiro (2012), Recopa Sul-Americana (2014) e Copa do Brasil. A passagem por Belo Horizonte ficou marcada mais pelo o que acontecia na noite do que dentro de campo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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