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Após 7ª troca de técnico em 17 meses, Cruzeiro terá paciência na escolha para não errar de novo

Saída antecipada de Felipão deu alguns dias a mais na busca por um novo técnico (Bruno Haddad/Cruzeiro)

Por quase três anos o técnico Mano Menezes foi praticamente inquestionável no cargo, com exceção de um breve momento em 2017, após perder o Mineiro para o Atlético e ser eliminado da Copa Sul-Americana pelo Nacional, do Paraguai, na mesma semana. O trabalho de longo prazo rendeu conquistas e a expectativa de mais títulos. Mas tudo virou de cabeça para baixo em maio de 2019, após uma reportagem do Fantástico, na TV Globo.

O clube se viu no meio de uma série de escândalos e a tranquilidade existente no futebol foi pelo ralo. Tanto que o duradouro trabalho de Mano Menezes, que estava na Toca da Raposa desde julho de 2016, seguiu por pouco mais de dois meses apenas. Em agosto de 2019 o Cruzeiro fez a primeira das sete trocas de treinadores nos últimos 17 meses.

Saiu Mano e entrou Rogério Ceni.

Rogério não durou muito e deu lugar para Abel Braga.

O Abelão nem sequer terminou o Brasileiro e chegou Adilson Batista.

Adilson terminou 2019, começou 2020 e logo caiu para a chegada de Enderson Moreira.

Esse foi quem ficou mais tempo, já que o futebol ficou parado por quatro meses. Jogos nem foram muitos assim e logo Enderson estava fora também, com Ney Franco assumindo.

Ney não conseguiu nem esquentar a cadeira e cedeu o lugar para Felipão.

Pouco mais de um turno da Série B depois e Scolari também não é mais o treinador do Cruzeiro. Tudo isso entre agosto de 2019 e janeiro de 2021.

Impossível apresentar um bom futebol e ter resultados convincentes com tantas trocas assim no comando técnico. Por isso, desta vez, a diretoria celeste tem um cenário diferente das outras mudanças e pretende tirar proveito disso. Nas seis trocas anteriores a Raposa estava no sufoco e precisava de um treinador para ontem. Não é o que acontece agora.

Nesta sexta-feira (29) o Cruzeiro encerra a temporada 2020, que pegou algumas semanas de 2021 em função da pandemia causada pelo novo coronavírus. Sem chance de acesso e sem risco de queda, o time diante do Paraná será comandado pelo interino Célio Lúcio. A temporada seguinte começa em 28 de fevereiro, contra o Uberlândia.

É praticamente um mês até a estreia no Mineiro. Não é que sobra tempo assim, mas em comparação com as trocas anteriores, não é preciso ter pressa e fechar com o primeiro que aparecer. Não existe pressão por briga contra o rebaixamento, ou risco de ficar fora da semifinal do Mineiro ou uma corrida pelo acesso para a Série A.

De olho não só no Mineirão, mas principalmente na próxima Série B, a diretoria celeste busca por esse novo treinador com mais tranquilidade e mais critério do que aconteceu nas oportunidades anteriores. Vários nomes estão na mesa do presidente Sérgio Rodrigues. A procura é por alguém que seja capaz de tirar o melhor possível do elenco que a Raposa pretende montar para 2021. Felipe Conceição, que passou pelo América e está no Guarani, é sim uma possibilidade, como informou o ge.

Mas ele não é o único profissional em avaliação pela diretoria neste momento. Por tudo o que aconteceu nos últimos meses, o Cruzeiro não pode errar mais. A tendência é que o próximo técnico da Raposa seja confirmado de forma oficial apenas na semana que vem, depois de muita análise, tudo para tentar minimizar a possibilidade de novos erros.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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