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Ameaça, tentativa de agressão, hostilização e emboscada. Ex-diretor do Cruzeiro não tem paz

Sérgio Nonato foi diretor do Cruzeiro até outubro de 2019, quando renunciou (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

Sérgio Nonato, ou apenas Serginho, foi diretor geral do Cruzeiro durante a gestão do presidente Wagner Pires de Sá. Embora esteja fora do clube desde outubro de 2019, o ex-dirigente voltou a ser notícia nessa terça-feira (19). Ainda pela manhã ele teve o carro cercado e apedrejado por quatro integrantes de uma torcida organizada do Cruzeiro. Todos já identificados e três foram presos.

De acordo com a Polícia Militar, o ato foi premeditado. Serginho sofreu uma emboscada na Rua Célio de Castro, no Bairro Colégio Batista, em Belo Horizonte. Veja mais detalhes na reportagem de Ivan Drummond, no Superesportes.

Essa não foi a primeira vez que Sérgio Nonato teve problemas com torcedores do Cruzeiro. O ex-dirigente não tem mais paz nas ruas da capital mineira. Além da emboscada, há pelo menos outros três relatos de momentos que Serginho precisou da Polícia Militar ou teve de deixar o local em que estava para não ser agredido.

A primeira vez que se tem notícia de uma ameaça a Sérgio Nonato é da semana do rebaixamento do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, em dezembro de 2019. No dia 3, uma terça-feira, ex-jogadores profissionais e amadores de futsal de Belo Horizonte, nas décadas de 80 e 90, se reuniram num bar localizado no Sion, bairro da Zona Sul da capital.

Serginho foi goleiro de futsal e aproveitou o encontro para rever os amigos. No local, o ex-dirigente celeste foi reconhecido por um garçom e ameaçado. Para evitar um problema ainda maior, ele optou por ir embora. O funcionário do estabelecimento precisou ser contido para não tentar agredir Sérgio Nonato.

Pouco mais de um mês depois, em 16 de janeiro do ano passado, novamente em um bar, Serginho foi cercado por oitos pessoas e ameaçado. Ele deixou o local, no Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte e registrou um Boletim de Ocorrência.

“Solicitante informa que se encontrava na rua Passos esquina com rua Bom Sucesso, e que em dado momento um grupo de cerca de oito indivíduos começaram a hostilizá-lo e tentaram agredi-lo fisicamente. Diante da situação, a vítima se retirou do local e, temendo futuras agressões, efetuou este registro”, relata o documento.

No dia 21 de maio do ano passado, na eleição vencida por Sérgio Rodrigues para presidente do Cruzeiro, Serginho esteve no Ginásio do Barro Preto para votar. Ele ainda é conselheiro do clube. Na saída, Serginho foi bastante hostilizado por torcedores que protestavam em frente ao local. O ex-dirigente cruzeirense precisou do auxílio da Polícia Militar para não ser agredido e sair em segurança.

Ao lado de Wagner Pires de Sá (ex-presidente) e Itair Machado (ex-vice de futebol), Sérgio Nonato é investigado pela Justiça por crime contra o patrimônio do clube. Os três ex-dirigentes foram indiciados por apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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