Blog do Victão

Top 10 do futebol mineiro na Copa do Brasil: as viradas marcadas por superação e muita emoção

Festa cruzeirense em São Paulo. Vitória sobre o poderoso Palmeiras (Acervo/Cruzeiro)

A Copa do Brasil começa nesta quinta-feira (11) para o futebol mineiro. Uberlândia e Cruzeiro são os primeiros a entrarem em campo, contra Luverdense-MT e São Raimundo-RR, respectivamente. América, Caldense e Tombense estreiam na próxima semana, enquanto o Atlético entra somente a partir da terceira fase.

Para marcar o início do torneio nacional mais democrático, com clubes de todas as divisões, o Blog preparou três listas com dez momentos marcantes para os clubes de Minas Gerais em cada uma delas: vexames, maiores goleadas e grandes viradas.

Entraram na lista os duelos em que o time mineiro saiu vitorioso. Seja a virada conquistada na partida, no confronto ou até mesmo na disputa de pênaltis. A qualidade do adversário, a dificuldade da tarefa e a fase do torneio pesaram na elaboração da lista e na colocação final.

10. Palmeiras 2 x 0 Ipatinga (3×4) – 2ª fase 2007

Semifinalista na edição anterior, o Ipatinga resolveu aprontar mais uma vez e sobrou para o Palmeiras. Na ida, no Ipatingão, deu Tigre por 2 a 0. Na volta, no antigo Palestra Itália, a equipe paulista devolveu o placar e levou a decisão para os pênaltis. E foi aí que aconteceu a virada. O Ipatinga perdeu as duas primeiras cobranças. Perdia a disputa por 3 a 2, quando Edmundo foi para a quinta penalidade palmeirense. Um gol e seria fim de história para os mineiros. Mas o camisa 7 chutou para a fora. O Tigre marcou com Adeílson e levou a decisão para a batida alternada. O Palmeiras perdeu de novo e o Ipatinga aproveitou. Virada nas cobranças de pênaltis.

9. Santos 1 x 2 Atlético – oitavas de final 2019

Treinado por Jorge Sampaoli, o Santos era o favorito diante do Atlético, então comandado pelo interino Rodrigo Santana, efetivado dias depois da classificação. No primeiro jogo, no Independência, empate sem gols. Na volta, no Pacaembu, o Peixe fez um 1 a 0 logo de cara, com o zagueiro Gustavo Henrique. O Galo empatou no fim do primeiro tempo, com Chará aproveitando ótimo passe de Cazares. O goleiro santista era Everson, hoje no Atlético. A virada saiu aos 39 do segundo tempo, mais uma vez com Chará e assistência de Cazares.

8. Fortaleza 1 x 3 Atlético – oitavas de final 2006

Um confronto de dois times de divisões diferentes. Mas, nesse caso, quem estava na Série B era o Atlético. E o Galo também perdeu o primeiro jogo, no Mineirão, por 2 a 0. Na volta, no Castelão, uma virada que parecia improvável. Danilinho e Marinho tiraram a vantagem do Tricolor ainda no primeiro tempo. Fianzzi fez o gol que seria da classificação. Pelo menos foi até os 40 minutos do segundo tempo, quando Zé Antônio marcou em cobrança da falta. A bola ainda desviou antes de entrar. Deu Galo 3 a 1 e classificação pelo gol qualificado, que ainda valia naquela edição.

7. Cruzeiro 2 x 0 Náutico – oitavas de final 1993

Ano da primeira das seis conquistas do Cruzeiro na Copa do Brasil. A final contra o Grêmio é bastante lembrada, especialmente para os mais de 73 mil cruzeirenses que estiveram no Mineirão naquela noite no começo de junho. Porém, a virada celeste naquela campanha aconteceu contra o Náutico. Nos Aflitos deu Timbu, por 1 a 0. Na volta, o Cruzeiro precisava fazer 2 a 0 para classificar sem precisar dos pênaltis. E fez, ainda no primeiro tempo. Nivaldo abriu o placar e a classificação saiu num golaço de Nonato, com direito a caneta no defensor e uma pancada na gaveta.

6. Cruzeiro 4 x 2 Corinthians – quartas de final 2016

O gol de Robinho aos 32 minutos do segundo tempo, na Neo Química Arena, manteve o Cruzeiro vivo, apesar do triunfo do Corinthians por 2 a 1. Bastava fazer 1 a 0 no Mineirão para chegar à semifinal. Mas que nada. Em campo estavam os times que venceram os três Brasileiros anteriores e eles fizeram uma partida histórica. No fim o justo 4 a 2 para a Raposa. Ábila (duas vezes), Bruno Rodrigo e Arrascaeta fizeram os gols celestes. Um classificação bastante festejada, já que o Corinthians ameaçou bastante.

5. Atlético 4 x 1 Corinthians – quartas de final 2014

Qualquer atleticano que tenha pelo menos 20 anos de idade vai colocar o jogo com o Corinthians como um dos maiores que ele viu do clube. Uma virada histórica para chegar à semifinal. O Atlético perdeu por 2 a 0 em São Paulo e levou 1 a 0, no Mineirão, logo nos primeiros minutos. Era necessário marcar quatro vezes. E o Galo conseguiu. Vivendo uma fase iluminada, o time que havia vencido a Libertadores no ano anterior atropelou o Corinthians. Luan, Guilherme (duas vezes) e Edcarlos, esse último aos 42 minutos do segundo tempo, fizeram o que parecia improvável.

4. Cruzeiro 1 x 0 Grêmio – semifinal 2017

O Grêmio era o grande time do momento no futebol brasileiro. Era o que jogava melhor, tanto que semanas depois conquistaria a Copa Libertadores. Venceu o Cruzeiro por 1 a 0, em Porto Alegre. Isso graças a Fábio, pois o resultado poderia ser ainda pior. Fábio que brilhou também no Mineirão, ao defender uma bola cara a cara com Lucas Barrios nos minutos iniciais. Hudson, de cabeça, fez o gol que levou a decisão para os pênaltis. E Fábio mostrou a razão de ser um dos maiores ídolos da torcida cruzeirense. O goleiro pegou a penalidade batida por Luan. Thiago Neves não perdeu a chance e o Cruzeiro foi para mais uma final.

3. Atlético 4 x 1 Flamengo – semifinal 2014

Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar? O Atlético mostrou que pode. Novamente derrota por 2 a 0 fora de casa e o adversário fez 1 a 0, no Mineirão. O gol do Flamengo, o “classificadaço”, parecia o fim do sonho atleticano de conquistar a Copa do Brasil pela primeira vez. Mas não era. Assim como fez diante do Corinthians, o Galo marcou quatro vezes para virar o confronto e chegar à final. Carlos, Maicosuel, Dátolo e Luan fizeram os gols da inédita classificação atleticana para a decisão. Um rival histórico e uma virada heroica, que a torcida do Galo jamais vai esquecer. E nem a do Flamengo.

2. Cruzeiro 2 x 1 São Paulo – final 2000

O Cruzeiro estava na sua quarta final de Copa do Brasil num intervalo de oito anos. A busca pelo tricampeonato começou no empate em 0 a 0 no Morumbi. Naquela época, o gol marcado fora de casa ainda era critério de desempate. O bom time do São Paulo fez 1 a 0, com Marcelinho Paraíba, aos 20 do segundo tempo. Menos de meia hora para virar o jogo. E a Raposa conseguiu. Fábio Júnior, aos 34, e Geovanne, aos 44, – na histórica cobrança de falta por baixo da barreira – viraram o jogo. Título garantido? Que nada. Ainda deu tempo de André fazer uma grande defesa após cabeçada de Marcelinho Paraíba. No rebote, Cléber chegou para dar um bico e jogar a bola para longe. Finalmente o tri estava garantido.

1. Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro – final 1996

De todas as finais que o Cruzeiro disputou na Copa do Brasil, em nenhuma outra ele enfrentou um adversário tão melhor e tão favorito como era o Palmeiras de 1996. Uma equipe que tinha o suporte da Parmalat – empresa italiana que investiu pesado no futebol nos anos 1990 – e, por isso, contava com jogadores como Cafu, Cléber, Júnior, Djalminha, Rivaldo, Luizão e outros mais. E ainda tinha o Muller, que não jogou a final por questão contratual. Todo essa qualidade nas mãos de Vanderlei Luxemburgo, ainda Wanderley Luxemburgo, que era o grande técnico brasileiro do momento.

Mas o Cruzeiro tinha Dida. Depois do empate no Mineirão, em 1 a 1, o camisa 1 celeste pegou quase tudo no jogo da volta, no antigo Estádio Palestra Itália. Só não defendeu uma finalização de Luizão, aos cinco minutos. Roberto Gaúcho e Marcelo Ramos aproveitaram as falhas de Amaral e Velloso, respectivamente e viraram o jogo. Foi o bicampeonato do Cruzeiro na Copa do Brasil e certamente uma das maiores viradas na história do torneio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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