Blog do Victão

Riascos voltou ao Independência e “travou” por dois minutos olhando para a marca do pênalti

Riascos e o olhar fixo para aquela marca de pênalti que ele não deve esquecer (Victor Martins)

O Atlético recebeu o Vasco pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2015, no dia 31 de maio. Dois anos e um dia depois do pênalti que colocou Victor na história do Galo. E, por uma daquelas enormes coincidências que o mundo da bola proporciona, o camisa 7 do Cruzmaltino era Riascos.

Sim, aquele Riascos mesmo. O atacante do Tijuana que chutou o pênalti defendido por Victor estava de volta ao Independência. Justamente num final de semana que rolou procissão da torcida no diante anterior, para comemorar os dois anos da “canonização” de São Victor do Horto. Era a estreia dele pelo Vasco.

Novamente para enfrentar o Galo. Mais uma vez teria Victor pela frente. O que será que passou pela cabeça de Riascos quando ele entrou no estádio? Quando entrou no vestiário? Quando pisou no gramado para o aquecimento e viu a torcida atleticana?

Perguntas que todos gostaríamos de fazer ao atacante colombiano. Então repórter do Uol, setorista do Atlético, optei por fazer algo diferente do convencional. Ao invés de ir para a tribuna de imprensa do estádio, fiquei atrás de um dos gols. O lado que Riascos parou em Victor.

Sabia que dificilmente conseguiria falar com o camisa 7 do Vasco, como de fato não consegui. Mas não custava tentar. Além disso, ver a partida do nível do gramado daria a possibilidade de observar as reações do atacante, algo que é impossível lá de cima, das tribunas.

O grande momento da tarde

E ficar no nível do gramado valeu um registro fotográfico. É claro que não ficou dos melhores, afinal não é minha praia. Não sei buscar o melhor ângulo, não tenho técnica e dom para isso e também não contava com um bom equipamento. Estava com o celular na mão e uma localização não muito privilegiada, prejudicada também pelo sol do outono em Belo Horizonte e pela grua da televisão.

Até a pandemia causada pelo novo coronavírus, o protocolo do Brasileirão obrigava os dois times a entrarem juntos, a partir de um mesmo ponto. Nesse domingo, o Vasco deixou o vestiário primeiro. Por isso, teve de esperar o Atlético. Entre a chegada do time alvinegro, a formação da fila dos jogadores, a entrada dos mascotinhos e a liberação do fiscal da CBF a equipe carioca ficou pouco mais de três minutos atrás de uma das metas.

A baliza que está na história do Atlético. Na história do Victor. Na história de Riascos. O colombiano ficou cerca de dois minutos com o olhar fixo para a marca do pênalti. Um pênalti que ele jamais vai esquecer.

Outro velho conhecido jogou: Martín Silva

Riascos, Martín Silva e Victor no reencontro em 2015 (Bruno Cantini/Atlético)

Quem também foi adversário do Atlético na Copa Libertadores de 2013 e reencontrou o Atlético naquela tarde foi o goleiro Martín Silva. O arqueiro uruguaio era do Olímpia e protagonizou uma disputa pessoal com Victor na disputa de pênaltis que valeu o título da competição.

Enquanto Victor colocava um terço dentro do gol, Martín Silva sempre arremessava o objeto para longe. No fim, valeu a fé do goleiro atleticano, que defendeu uma cobrança e viu uma bola bater na trave para então comemorar a conquista da Libertadores.

Nem Victor e nem Riascos. Thiago Ribeiro foi o nome do jogo

Se dois anos antes Victor e Riascos protagonizaram o lance do jogo – o lance mais emblemático da história do Atlético -, o reencontro em 2015 não passou de um aperto de mãos antes do apito inicial. O estreante Riascos teve uma atuação apagada e jogou apenas um tempo. Não voltou para o segundo tempo, deu lugar a Yago.

Mas também não tinha muito para Riascos fazer na etapa final. O jogo estava praticamente decidido. O Galo fez 3 a 0 nos 45 minutos iniciais, com grande atuação de Thiago Ribeiro, autor de dois gols. Dátolo também marcou para o Atlético. O jogo terminou 3 a 0.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Renato Borba Trindade

Eu vi Riascos ir pra bola e o 🙏 Vítor de bico isolar😁

Gustavo Vasconcelos

Nessa época ainda existia um freguês na cidade… Não sei se vão se lembrar…. um time caloteiro e cheio de vaidade… pena ter acabado…. eram sempre 12 pontos garantidos no Brasileiro….