Blog do Victão

“Não foi sorte. Por isso meu goleiro é o Victor e não o Weverton”, respondeu Kalil a Petraglia

Victor e Weverton antes do empate em 1 a 1 entre Athletico e Atlético (Bruno Cantini/Atlético)

Em fevereiro de 2014 os 20 clubes da Série A se reuniram na sede da CBF para a realização do Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro. Lá debateram o regulamento da competição e também fizeram um pacto para que nenhuma equipe fosse beneficiada por ações de terceiros na Justiça. Vale lembrar que estava no auge a polêmica que envolvia Portuguesa, Fluminense e Flamengo e que culminou no rebaixamento da Lusa.

Os principais clubes brasileiros estavam representados por seus respectivos dirigentes. Alexandre Kalil, então presidente do Atlético, esteve na reunião, e foi um dos que deram entrevista depois do encontro.

“Daqui para frente, os 20 clubes do futebol brasileiro não aceitarão demanda de torcida. Mesmo se o clube for beneficiado, as instituições vão se proteger para cumprir a regra. Não é por desobediência à Justiça, mas sim porque temos um contrato a cumprir, e não estou falando de contratinho, estou falando de bilhão”.

O representante do Ahletico-PR, que na época ainda era Atlético-PR, foi o presidente Mario Celso Petraglia. E foi um comentário do dirigente paranaense que causou a situação que envolve o goleiro Victor.

Em fevereiro de 2014 o Atlético era o campeão vigente na Copa Libertadores, conquistada em julho do ano anterior.

Em um certo momento, Petraglia comentou que o título alvinegro foi conquistado na base da sorte, afinal o goleiro defendeu um pênalti aos 47 minutos do segundo tempo. Comentário feito por causa da defesa de Victor na cobrança de Riascos, contra o Tijuna, pelas quartas de final do torneio.

“Não foi sorte. Por isso meu goleiro é o Victor e não o Weverton. Então isso é competência”, respondeu Alexandre Kalil.

Sete anos depois foi vez de Weverton ganhar a Libertadores

Quando o Atlético venceu a Libertadores, Weverton estava no Athletico-PR e não tinha o prestígio que tem hoje, como goleiro do Palmeiras. Enquanto Victor era visto como um dos melhores do país e, inclusive, fez parte do grupo que disputou a Copa do Mundo de 2014.

O camisa 1 do Furacão estava com 25 anos e ainda não figurava na lista dos melhores da posição no futebol brasileiro. A passagem pelo Athletico-PR durou até dezembro de 2017, quando optou por jogar no Palmeiras. E desde que chegou ao clube alviverde a carreira de Weverton ganhou outra projeção.

Embora tenha convocações para a seleção brasileira desde a época de Furacão, foi com o Palmeiras que ele se tornou figura constante nas listas de Tite. Weverton foi o titular do Brasil nos dois primeiros jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Foi também no Palmeiras que o goleiro conquistou seus títulos mais importantes, como o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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